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      Colisões cósmicas

 

O céu parece ser um lugar calmo e sereno... Raramente algo acontece, mas quando acontece, obviamente, é de proporções astronômicas. O nosso planeta fica no sistema solar, onde cometas e asteroides colidem com planetas, e as estrelas morrem em explosões gigantescas, e como se não bastasse, as galáxias colidem entre si. Toda essa violência nos mostra a beleza de um céu dinâmico, que transforma a nossa ideia estática de beleza e tranquilidade. O universo é uma realidade vibrante que está em constante transformação, fazendo sempre uma aventura o fato de estar nele.

         


De vez em quando a Terra sofre algum impacto com um asteroide

 

Para sermos um pouco mais precisos, 25 toneladas de rocha caem do espaço todos os dias na Terra. A estas rochas damos os nomes de asteroide quando elas vagam pelo espaço, meteoroides quando estão em rota de colisão, meteoros quando estão caindo e, em fim, meteoritos quando já caíram. Destes 92,8% são compostos de silicato (pedra) e 5,7% de ferro e níquel, o restante é uma mistura dos dois materiais. A maioria se desintegra no atrito com a atmosfera terrestre ou sobra apenas pedrinhas...

 

Cratera de Berringuer e a analogia a uma super bombinha de festa junina.

 

Porém a cratera de Berringuer no Arizona, EUA, de 49.000 anos, tem um diâmetro de 1,2 km, mostrando que alguns impactos são violentos. Imagine uma bombinha de festa junina, ela tem pedras e pólvora misturadas, no impacto o atrito gera a explosão. Agora imagine uma pedra do tamanho de um prédio caindo, no impacto se quebrando, e o atrito entre suas partes. A energia liberada assim seria enorme. Os asteroides viajam a uma velocidade de 20.000 a 50.000 km/h, em média. Isso é bastante violento.

 

O cometa Shoemaker Levy-9 se chocou contra Júpiter em 1994, 14 meses depois de descoberto em 23/03/93 pelo geólogo Eugene Shoemaker, sua esposa e um amigo. Com uma longa cauda de poeira e gás ele foi se quebrado pela gravidade de Júpiter, o primeiro impacto com a superfície foi em 19/07/94 com colisões sucessivas ao longo de uma semana. O primeiro impacto gerou uma chama com metade do tamanho da Terra, liberando uma espetacular energia de 1.000.000 de megatons.

 

Fotografias tiradas pela NASA no impacto do cometa com Júpiter.

 

Numa região ao norte da Rússia, a Sibéria, em 30/06/1908 às 07:40hs, um asteroide ou cometa se desintegrou na atmosfera sobre Tunguska e liberou uma energia de mais de 10 megatons de TNT, derrubando assim 2.000 km2 de florestas. Um impacto nestas proporções acontece em média a cada 300 anos sobre toda a Terra, mas a estatística de cair sobre uma área povoada é apenas uma chance em 3.000 anos, enquanto em uma área urbana a chance é uma a cada 100.000 anos.

 

Animação de um impacto com um asteroide e as florestas de Tunguska após o impacto.

 

Um impacto muito mais violento foi a 65 milhões de anos atrás quando caiu um asteroide de cerca de 15 km de diâmetro na península de Iucatã, no México, liberando uma energia em torno de 100.000 gigatons de TNT. Os resíduos atuais do impacto são uma camada de fuligem em todo o mundo e vemos que acima desta não se encontram fósseis de dinossauros. O planeta seria comparado a um forno ligado ao máximo para assar. Apenas 50% das espécies sobreviveram. Esse foi o fim dos dinossauros.

 

Fuligem entre camadas geológicas encontrada próximo a Madrid, Colorado, EUA.

Quer saber mais? Objetos Próximos da Terra. Mário Porto. www.mphp.org.

 

Como você já percebeu a energia desses impactos é medida em comparação a energia liberada por toneladas de dinamite (TNT). Como exemplo a bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima em 1945 tinha 18 quilotons, ou seja, aqueles 50 kg de urânio, dos quais apenas 1kg sofreu fissão, liberaram a energia equivalente a 18.000 toneladas de dinamite. A primeira bomba atômica de fusão em 1954, uma bomba H, de hidrogênio, liberou 9 megatons, ou seja, 9.000.000 de toneladas de TNT.

 

Muitos astrônomos pesquisam os céus e já rastrearam vários asteroides em possível rota de colisão com a Terra e alguns com diâmetro maior do que 1 km, algo de tamanho suficiente para destruir a nossa civilização tal como a conhecemos. Essas colisões são muito raras na história e a boa notícia é que temos como nos defender. Há pesquisas para desviar um asteroide, a mais confiável a curto prazo é lançar uma bomba atômica e com a explosão nas proximidades deste mudar a sua rota.

 

Um impacto com um asteroide de até 50 m de diâmetro é irrelevante porque este é totalmente desintegrado no atrito com a atmosfera durante a queda. Pesquisas indicam que impactos grandes são raros, mas acontecem. Qual seria o tamanho mínimo de um asteroide capaz de destruir a nossa civilização tal como a conhecemos?

a) Entre 1 km e 1,5 km.

b) Maior do que 15 km.

c) Com cerca de 300 m.

d) Do tamanho do Texas.

e) Impossível de estimar.

 

Nessas últimas duas décadas a moda de fim do mundo era sobre a queda de um asteroide, no que lemos sobre “uma chuva de pedra e fogo” (Ap 8,7) com “relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e uma grande tempestade de pedra” (Ap 11,19), pois lemos que “um anjo forte lançou uma pedra grande no mar” (Ap 18,21). Uma interpretação literal pode gerar essa interpretação, mas um texto bíblico deve ser analisado com base na linguagem simbólica e no seu objetivo para se ter um entendimento correto.

 

Aprendendo um pouco mais sobre o funcionamento do nosso Sol

 

A nossa estrela é o Sol e em torno dela orbitam os planetas, asteroides e cometas, mas é nela onde está concentrado 99,85% da massa de todo o sistema solar.  A nossa estrela é composta de 92,1% de hidrogênio, 7,8% de hélio e apenas 0,1% de outras coisas. Sabemos que a sua energia provem da fusão nuclear de hidrogênio em hélio, aquecendo a sua massa e assim irradiando luz. Ela tem 5 bilhões de anos e ainda tem combustível para mais 5 bilhões de anos de vida útil na forma atual, depois ele vai ficar vermelho, inchar e engolir a Terra, vai explodir e restará uma anã branca.

 

Repare no imenso tamanho do Sol em escala com o tamanho dos planetas.

 

Sabemos que o Sol é uma super usina nuclear e que lança no espaço parte de sua massa em super explosões, elas são as erupções solares. A temperatura no interior do Sol é de 14.000.000º C e na superfície é apenas de 6.000º C. Na superfície há áreas mais quentes e menos quentes que são as manchas solares, a 3.000º C. Na história da física Galileu foi um dos primeiros a estudar essas manchas e isto contribuiu para prejudicar a sua visão, sendo que este passou os últimos anos de sua vida quase cego.

 

As erupções solares podem ser imensas, mas nós aqui na Terra estamos a 150 milhões de quilômetros do Sol, ou seja, uma distância segura. Mas com base em uma super erupção o filme “Presságio”, com Nicolas Cage, explorou mais uma das possibilidade de fim do mundo. Este espetáculo solar é lindo e impressionante, por si só já vale um drama de Hollywood, mas nos vale destacar que o Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade, sendo assim em 2001 foi o auge do último e o próximo auge será em 2012. 

 

Imagens do telescópio espacial Soho sobre os ciclos de atividade do Sol.

 

As erupções solares emitem partículas carregadas eletricamente que são capitadas pelo campo magnético da Terra e desviadas para os polos norte e sul. Assim são geradas as auroras boreais quando essas partículas carregadas são desaceleradas na atmosfera emitindo luz no processo. Esse vento solar também pode interferir no funcionamento de satélites de comunicação e causar quedas em redes elétricas em mega apagões. Além do belo espetáculo das auroras boreais (norte) e austral (sul).

 

Um super erupção aconteceu em 1859 e foi vista a olho nu, quando aquelas partículas atingiram o campo magnético da Terra, 18 horas depois de lançadas do Sol, elas provocaram uma tal distorção das linhas de campo que a energia potencial dissipada incendiou um escritório de telégrafo e uma aurora boreal vista da polo norte até Roma. Se outra igual ou maior àquela ocorrer nos dias de hoje os danos a rede elétrica atual causaria um significativo prejuízo, especialmente nos EUA e na Europa por causa da localização e quantidade da rede elétrica. Seria um super apagão!

 

O escudo gerado pelo campo magnético da Terra e as lindas auroras boreais.

 

O campo magnético terrestre existe devido ao núcleo do planeta ser de ferro e níquel fundidos, que ao fluir obriga os elétrons livres a acompanhar o seu movimento no processo de eletrização por atrito. Esse movimento convectivo de partículas carregadas é uma forma de corrente elétrica e toda corrente elétrica gera um campo magnético, tal como um prego com um fio enrolado e ligado a uma bateria. Devido aos movimentos desse material fundido no núcleo do planeta o fluxo se inverte ao longo das eras geológicas, invertendo assim o campo magnético da Terra também.

 

A inversão ocorre desde os primórdios de nosso planeta e tem uma média de duração de 800 mil anos cada época, o processo lento de inversão dura em torno de 200 anos. Nesse momento o campo magnético enfraquece e podem existir vários polos magnéticos norte e sul espalhados pelo planeta até se alcançar um novo equilíbrio. Logo entraremos em outra inversão e nossos bisnetos poderão ver auroras boreais em vários pontos do planeta nos próximos séculos. Isso pode aumentar um pouco o índice de câncer de pele devido ao enfraquecimento do escudo magnético.

 

O vento solar existe devido a partículas emitidas pelas erupções solares, elas são atraídas pelos polos magnéticos da Terra e formam as auroras boreais e austrais. Como o sol tem um ciclo de 11 anos, de máximo e mínimo de atividade, determine o ano mais próximo de 2009 como pico de atividade solar.

a) 2008

b) 2012

c) 2015

d) 2020

e) 2060

 

Os maias calcularam um alinhamento entre o centro da galáxia, o Sol no meio e a Terra para o ano 2012, usando isso como sendo o fim de um ciclo da sua contagem de tempo. Porém alguns lunáticos inventaram que este simples alinhamento com o buraco negro gigante existente no centro da nossa galáxia, a 30.000 anos-luz, inverteria a polaridade magnética do planeta, provocando movimentos das placas tectônicas. Somando a inúmeras previsões falsas de muitos meios diferentes e as interpretam propositalmente para termos essa super ultra over mega power previsão de fim do mundo.

 

Saiba que as estrelas não durariam para sempre mesmo...

 

As estrelas nascem de nuvens de gases remanescentes do início do universo ou do gás de uma antiga estrela que tenha morrido em uma explosão. O nosso sistema solar foi formado de uma nuvem de gás com material de uma antiga estrela que explodiu na forma de uma supernova. Uma estrela nasce quando a pressão do gás atraído pela gravidade consegue produzir fusão nuclear e iluminá-la. Quando o combustível de hidrogênio vai acabando ela fundi outras coisas como o hélio, depois outra e outra até no máximo o ferro. Se ela for muito grande no final ela explode como uma super nova. 

 

O hidrogênio e o hélio das estrelas foi formado na explosão do Big Bang, enquanto os outros materiais foram forjados no núcleo de estrelas. Assim os átomos do seu corpo foram formados em estrelas e de forma Carl Sagan disse que nós somos poeira das estrelas. Como os materiais mais pesados que o ferro só são formados em explosões chamadas supernovas por isso é que nós sabemos que a poeira de uma estrela assim ajudou a formar o material em que nasceu o nosso sistema solar.

 

A nebulosa de Caranguejo, na constelação de caranguejo e a nebulosa Olho de Gato.

 

Uma nebulosa é uma imensa nuvem no espaço, uma delas é a Nebulosa de Caranguejo a 6.500 anos-luz, formada pela explosão de uma supernova cuja luz chegou na China no ano de 1054 e foi vista a olho nu durante o dia por algumas semanas. A luz emitida por uma supernova é proporcional a uma galáxia inteira durante alguns dias, por isso ela se chama supernova. Assim também foi formada a Nebulosa Olho de Gato que está a 3.000 anos-luz da Terra. Precisa explicar o porquê de seu nome?

 

O perigo na explosão de uma supernova é que, somente as maiores, emitem um feixe de raios gama pelos polos da estrela que dura entre 10 a 20s. Se um feixe destes atingir a Terra a menos de 6.000 anos-luz de distância teremos sim um desastre sem chance de nos defender. Mesmo se a intensidade a nos atingir for baixa ela ainda poderia destruir a camada de ozônio, isto retiraria a nossa proteção contra os raios ultravioletas dos Sol que poderia destruir muitos ecossistemas indispensáveis para nós.

 

O perigosos feixe de raios gama emitido por uma super nova.

 

Ser atingido por este feixe é um fenômeno extremamente raro, pois ocorre uma super-nova de tamanho normal a cada século em uma galáxia. Seria preciso ser uma das maiores, estar perto e ainda apontada para nós. Essa roleta russa é muito improvável. Porém há uma estrela pronta para explodir assim e ela está a 8.000 anos-luz da Terra, ela é a WR104 na constelação de sagitário. Para onde ele estará apontado ao explodir? A luz dela leva 8.000 anos para nos atingir, então se ela for nos fazer algum mal já seria uma realidade. De qualquer forma rezar sempre faz bem...

 

Quando o combustível de uma estrela gigante acaba ela pode explodir na forma de uma super-nova, liberando assim uma energia extraordinária. Os planetas de estrelas vizinhas até podem ser seriamente prejudicados pela luz intensa ou pelos feixes de raios gama emitidos pelos pólos da estrela. Decorrido a explosão quanto tempo demora para essa luz chegar até nós aqui no planeta Terra?

a) Como isso é a velocidade da luz é quase instantaneamente.

b) Pode levar entre 5 a 9 séculos se estiver em Andrômeda.

c) O próprio tempo em anos da distância medida em anos-luz.

d) Se estiver na nossa galáxia pode levar entre 2 ou 3 meses.

e) Se estiver em uma galáxia vizinha leva entre 2 ou 3 anos.

 

As galáxias podem se colidir numa incrível interação gravitacional

 

As galáxias são grupos de bilhões de estrelas que vagam pelo universo e às vezes elas se colidem. Como há muito espaço vazio entre elas a colisão não é tão violenta, ocorrendo na forma de interação gravitacional entre as suas estrelas formando uma nova galáxia. Nessa ocasião haverá a destruição de algumas estrelas e também o nascimento de outras, dando continuidade a evolução do universo. Essa interação vem sendo estudada a alguns anos e já existem bons modelos computacionais para descrevê-las.

 

Muitas interações entre galáxias fotografadas pelo telescópio espacial Hubble.

 

A notícia preocupante sobre isso é que a galáxia de Andrômeda a 2,5 milhões de anos-luz está em rota de colisão conosco, na Via-Láctea. Ela tem o dobro do tamanho da nossa e provavelmente nós seremos absorvidos por ela. Mas não se preocupe agora, pois se estas contas estiverem  corretas essa colisão ocorrerá daqui a 5 bilhões de anos. Aproximadamente na mesma época que a nossa estrela, o Sol, se tornar uma gigante vermelha e engolir a Terra. Isso leva muito tempo, isto é a escala astronômica...

 

A galáxia de Andrômeda vem nos colocar nessa história.

 

Existem excelentes modelos computacionais que descrevem precisamente a interação entre galáxias durante este tipo de colisão cósmica. Sabemos se o Sol fosse do tamanho de um grão de areia a próxima estrela estaria a 5 km de distância no horizonte. Então nós podemos ver isso mais como uma interação gravitacional do que um impacto entre dois automóveis. Como podemos definir esse processo?

a) Um desastre, o máximo fim do mundo!

b) Trata-se de um fenômeno de poucas horas.

c) Este fenômeno leva entre 2 ou 3 séculos.

d) Dinâmica de destruição e criação.

e) Dinâmica de evolução estelar.

 

Nós sabemos que o universo começou em uma grande explosão de onde foram criados o espaço, o tempo e a matéria. Mas como será o seu fim? Sabemos que ao passar do tempo o combustível das estrelas acabará e este universo ficará frio e escuro. Podemos deduzir que ele continue se expandindo, fique estável ou regrida em um Big Crunch, no sentido reverso do Big Bang. Porém vejo este último como algo muito estranho já que o tempo passa tal como o espaço se expande, na sua ligação. Penso que para um Big Crunch ser possível o tempo deveria retroceder. Eu não acredito nisso.

 

Teoria do Big Crunch

 

Agora vale lembrar que nós vivemos em um planetinha, orbitando uma imensa usina nuclear, somos alvos de inúmeras pedras super velozes e estrelas explodindo, e como se não bastasse as galáxias inteiras se colidem. Espero que você perceba que este universo não foi projetado para durar para sempre, trate de aprender o porquê ele existe e o que você deve fazer aqui. Não leve uma vida fútil. A boa notícia é que os eventos realmente catastróficos são raros e ocorrem em uma ordem de tempo astronômica.

 

 

A raiz de tantos fins do mundo está num mundinho sem um fim verdadeiro

 

A melhor forma de se prevenir a respeito das mentiras do fim do mundo é conhecer o que a ciência explica de verdade e estudar a vergonha que muitos charlatões passaram ao longo da história nos seus fins do mundo que nunca aconteceram... Tem gente que gosta de fazer espetáculo com alarmismo e nisto podemos lembrar do acelerador de partículas LHC no ano passado, em 2008. Diziam que aquela máquina produziria miniburacos negros que destruiriam o planeta. Pois bem, nós estamos aqui.

 

Área ocupada entre a Suíça e a França pelo LHC, o maior acelerador do mundo.

 

Quando falamos de colisões cósmicas também podemos falar das colisões de escala quântica de prótons e elétrons e aqui teremos o Large Hadron Colliger (L.H.C.) como o maior colisor partículas da história, e por isso o nome de Grande Colisor de Hádrons. Ele tem por objetivo estudar o bóson de Higgs, conhecido como a partícula de Deus, pois se for provado a existência desta partícula teórica ela daria validade ao modelo atual de partículas e também justificaria o seu apelido porque a partícula de Higgs seria o responsável pela existência de massa das partículas.

 

Todo esse drama existe porque “a verdade vos libertará” (Jo 8,32) de um mundinho de trevas e ignorância, que ainda é uma armadilha de mundo cor-de-rosa para muitos. Digo que a verdadeira ciência nada tira de uma fé verdadeira, ao contrário, ela tem muito a acrescentar para a fé. Quem é sincero consigo mesmo não precisa de drama barato de desastres e nem temer descobertas científicas. Assim saiba estudar a história e ver o quanto e o porquê existe tanto drama barato em tantos fins do mundo.

 

A ciência tem o dever de combater toda forma de charlatanismo, em especial quando este usa dados científicos distorcidos justamente para se fazer um ridículo espetáculo de fim do mundo. E assim ganhar um mundo de dinheiro de pessoas ignorantes, isso porque valeria o provérbio romano: “o povo quer ser enganado”. Então, como é a forma certa de lidar com informações baseadas em desastres astronômicos?

a) Esfregar a ignorância na cara.

b) Por muita lenha na fogueira.

c) Também ganhar dinheiro nessa.

d) Entrar na onda e sair gritando!

e) Estudo e divulgação científica.

 
 
 

      Atividade

 

Faça um texto de 10 a 15 linhas explicando a seus colegas sobre o embasamento científico sobre as previsões fraudulentas de fim do mundo para 2012. Com base no texto que você leu deixe uma mensagem inteligente sobre o assunto para seus colegas. É importante usar as suas palavras e tornar explícito que você leu e entendeu alguma coisa, ou seja, é preciso pensar. Não esqueça de colocar o seu nome, número e série. Veja, a seguir, os melhores e depois deixe o seu texto no Fórum.

 

Caros colegas, com uma leitura precisa dos fatos podemos nos imunizar contra a conversa de algum doutor P. K. Areta, que muito bom de lábia, venha distorcer a ciência a fim justificar seus delírios egocêntricos e financeiros. Toda história de fim do mundo dá um mundo de dinheiro, nisto basta pesquisar por “previsões fracassadas” que veremos quantas seitas passaram vergonha por causa de terem seguido pessoas assim. A verdade vale mais que uma conversa macia! Sobre o campo magnético da Terra ser formado pelo movimento do magma, que atritado fica eletrizado e assim temos corrente elétrica gerando campo magnético, penso no porquê ele se move. Então lembro do núcleo formado de Níquel e Ferro, mas também de metais pesados como Urânio e Plutônio em menores proporções que liberam radiação aquecendo o magma que se move e também produz a deriva dos continentes, daí os terremotos! Nosso planeta é uma super usina nuclear. Esses malucos de hoje imaginam que o mundo vai acabar porque o Sol ficará em sincronia com o centro da galáxia, onde há um buraco negro gigante. Os nazistas foram mais criativos ao pensar em construir a Máquina do Fim do Mundo, um objeto que perfuraria a terra, passando pelo magma, até atingir o centro do planeta levando uma bomba atômica. Eles pensavam que núcleo era basicamente de Urânio e Plutônio e se perdessem a guerra tentariam mandar uma bomba, que explodindo no núcleo faria todo ele explodir o planeta inteiro. Porém nada disso funciona... Quem sabe em 2012 haja mais auroras boreais e seja mais bonito, o perigo é gente dando trabalho ou entrando em pânico por nada, mas ninguém fez nada de errado quando o mundo não acabou em 2000. Penso em apostar um dinheiro com um bobo que acredita que o mundo acabará em 2012, se o mundo não acabar ele estará me devendo e se todo mundo morrer o dinheiro é dele...
Farlei Roberto Mazzarioli. www.farlei.net. 17/06/2010.

 

A partir da leitura desse “pequeno” texto, pude compreender melhor alguns fenômenos que ocorrem no nosso universo. Alguns desses com mais frequência do que eu imaginava.Como por exemplo a queda de meteoritos na terra.Fiquei assustado ao me deparar com a informação de que 25 toneladas de meteoros caem na terra por dia. Pude aprimorar meus conhecimentos sobre o Sol. Antes de ler o texto, não sabia que a estrela e composta de 92,1% de hidrogênio, 7,8% de hélio e 0,1% de outras coisas. Descobri também como se formam as estrelas e o perigo que a explosão de uma supernova pode representar, por mais raro que seja esse fenômeno. Por fim, são desmistificadas algumas teorias sobre o fim do mundo, como a apresentada no filme 2012, que altera a teoria dos maias sobre mudança de ciclos, para obter audiência e ganhar dinheiro. Há também a mentira contada por alguns sensacionalistas de que o LHC, do CERN, pudesse gerar buracos negros que acabariam por engolir tudo o que esta a sua volta.
Alexandre Henrique Mantovan, 1ºA. Lopes Borges. 25/06/2010 12:00hs.
 
Pensamos que o universo é tranquilo, mas ele é violento. Cometas e asteroides colidem com planetas e estrelas morrem em explosões. E com tudo isso ele, o universo, continua lá lindo como nunca. Porém o fim dos dinossauros foi causado por asteroides, o sol é uma usina nuclear com erupções e temperatura no seu interior é de 14.000.000°C. Aqui na Terra estamos longes e seguros com essas erupções, mas delas já foi vista a olho nu em 1859, quando suas partículas atingiram o campo magnético da Terra e a energia potencial dissipada incendiou um escritório de telégrafo. Se caso isso acontecer de novo causaria um super apagão. O Sol tem um ciclo de 11 anos. em 2001 foi o último e o próximo será em 2012. A galáxia Andrômeda a 2,5 milhões de ano-luz está em rota de colisão com a nossa galáxia e provavelmente seremos absorvidos por ela. O Big Bang é o começo de tudo e o Big Crunch pode ser o final de tudo que existe. Se você acredita que o mundo vai acabar então você está certo, mas se você acha que é 2012 ou igual ao filme esta muito enganado. Porque não sabemos se vai acabar hoje, amanhã, 2012 ou daqui a 5 bilhões de anos, se você não está satisfeito com sua vida então corra e vá mudá-la antes que o fim do mundo chegue. Ou vá assistir 2012 mesmo... kkkkkk.
Lilian Moraes Correa, 1°A. Lopes Borges. 26/06/2010 18:11hs.
 
Caros colegas, eu não acredito nessas coisas de fim do mundo... O mundo pode até acabar um dia mais em 2012 tenho certeza que não vai acabar. Esse papo de fim do mundo é um modo de ganhar dinheiro fácil, as pessoas acreditam nisso e começam vender tudo o que tem, surtam à espera do fim do mundo ou então se matam antes desse momento chegar... No mundo houve muitas previsões fracassadas, mas acredito em algumas coisas que a internet fala e os professores de física. Como exemplo, que em 65 bilhões de anos atrás caiu um asteroide de cerca de 15 km de diâmetro na península de Iucatã, no México, liberando uma energia em torno de 100.000 gigatons de TNT e aniquilando 50% das espécies. E nisso ocorreu o fim dos dinossauros. Porém não acredito quando os cientistas sobre nós, em sermos formados do pó das estrelas. Acredito é que Deus nos fez e a esse mundão, se Ele quiser que o mundo acabe em 5 segundos ou em 1 minuto o mundo acabará. Fim do mundo é um modo de ganhar dinheiro...
Felipe Alves Soares, 1º B. Lopes Borges. 24/06/2010 18:31hs.
 
Caros amigos, afirmo com uma relevante certeza não haverá fim do mundo em 2012, ora este ciclo solar já aconteceu inúmeras vezes, afinal ocorre em um intervalo de 11 anos, e felizmente ainda estamos aqui. Às vezes me espanto com a grandeza da ignorância humana, como seres da mesma espécie são tão diferentes? Enquanto alguns são capazes de estudar e analisar verdadeiramente o nosso universo, outros simplesmente tentam interpretar certos fatos que tem um grande aspecto científico e requer um amplo estudo sobre o assunto, mas estas pessoas simplesmente tiram conclusões indevidas sobre o acontecimento, e contagiam inúmeros inocentes, ou melhor, outros ignorantes, pois estes não buscam conhecer verdadeiramente o assunto. Portanto com base em todos os argumentos apresentados, eu acredito que ao invés de um catastrófico FIM DO MUNDO haverá a beleza das auroras boreais que são formadas quando o escudo magnético terrestre desvia as partículas provenientes do sol.
Fernando de Souza Silva, 2º A. Lopes Borges. 25/06/2010 22:20hs.
 
Quem nunca ouviu teorias sobre o fim do mundo? Pois é, todos os dias novas teorias surgem e mais pessoas ficam com medo desse fim do mundo trágico... Bobagem levar essas teorias a sério, e vou explicar o porquê agora usando somente a física, algumas teorias de fim de mundo dizem que a vida na terra irá acabar quando um asteroide colidir com a terra, porém, devemos saber que temos os meios de deter asteroides. Outra teoria muito atual que deixa muita gente impressionada diz que a terra será afetada pelo Sol em 2012, porém apenas teremos um o pico das erupções solares vai acontecer em 2012 e a Terra está a uma distância segura do Sol. Também falaram que seriamos exterminados pela explosão do acelerador de partículas L.H.C., porém nada aconteceu... Outras galáxias podem colidir com a nossa, mas a galáxia mais próxima ainda está muito longe. Também podemos ser atingidos por um feixe de raios gama emitido pela explosão de uma super nova, mas as chances são mínimas. Não temos que nos preocupar com o fim do mundo, afinal não tem como saber quando e como será... O que podemos fazer é perceber que tudo pode acontecer e que não adianta ficar esperando o fim do mundo e sim correr atrás de nossos objetivos.
Ana Flávia Gonçalves de Campos, 3º A. Lopes Borges. 26/06/2010 11:22hs.
 
Olhamos para o céu, apreciamos a sua beleza e dizemos: “Como ele é bonito!”.  Mas esse bonito pode se transformar em um pesadelo, pois nesse mesmo céu há muitas coisas perigosas. Um exemplo claro disso são os asteroides, que navegam pelo sistema solar até que chegue a hora de colidir com algum planeta. Todos os dias caem toneladas de rochas do céu que na maior parte só chegam como poeira, graças à Deus. Mas o que aconteceria se o asteroide for dos grandes? Para ter uma noção o que aconteceria conosco basta estudar o que aconteceu na Sibéria em 1908 ou com o que colidiu com a Terra e extinguiu os dinossauros. E existem outras formas da humanidade desaparecer, como exemplo, os raios gama gerados quando uma estrela explode como supernova. Também quando acabar o hidrogênio do Sol e ele nos engolirem ou ainda quando a constelação de Andrômeda nos absorver, ambos para daqui a 5bilhoes de anos. É muito tempo! O céu também tem seu lado suave, com a aurora boreal que só acontecem nas regiões perto dos polos. O que acontece em nosso céu é muito bonito e muito perigoso, o que faz a gente refletir sobre o que fazemos no dia-a-dia.
Fernando Marquesini da Costa, 1º A. Lopes Borges. 05/05/2011 14:20hs.
 
A gente olha para o céu e pensa que coisa mais linda, calma e serena. E tem sempre um maldito grilo cantando como musica de fundo... Mas nos enganamos, lá em cima, muito lá em cima, é uma violência inacreditável; é estrela explodindo, cometas e asteroides caindo em planetas e até galáxias inteiras colidindo entre si. Resumindo, é um show de efeitos especiais e isso em proporções astronômicas. Como exemplo, todos os dias caem na Terra 25 toneladas de rocha que tem o nome de asteroide quando está no espaço, meteoroides quando vão se chocar, meteoro quando estão caindo e meteoritos quando já caíram. Não podia se chamar uma coisa só? Na maioria das vezes chegam ao solo da Terra bem pequinininhos, pois se desmancham no atrito com a atmosfera. Não é só isso, todas as estrelas nascem e morrem explodindo, podendo formar novas estrelas do seu cadáver. Tudo que nasce também morre um dia e o Sol vai morrer, as galáxias vão se colidir... Nós vamos morrer com ou sem o fim do mundo em 2012. Então vamos curtir a vida sem estudar física para morrermos felizes.
Felipe Henrique de Lima, 1º A. Lopes Borges. 30/04/2011 00:22hs.
 
Nós sempre ouvimos falar do fim do mundo, não é? Desde quando nos conhecemos por gente! Mas nada do que é retratado nos filmes é real. Eu tinha um pequeno conhecimento sobre como eram geradas as estrelas, mas não sabia tanto. Depois de ler este texto compreendi melhor. Tipo, nós vivemos em perigo constante com todas essas colisões cósmicas; estrelas explodindo em supernovas, galáxias sendo criadas através de colisões de outras, 25 toneladas de rochas caindo do espaço por dia na Terra, uma super usina nuclear que é o sol com suas erupções solares, que criam as auroras boreais e austrais, sem falar nas inversões de polos terrestres. Isso tudo é tremendo e arrepiante! Sorte que isso só ocorre na ordem de milhões ou bilhões de anos... Os ciclos do Sol ocorrem a cada 11 anos e por que os maias escreveram que um ciclo maior acabaria numa tempestade em 2012 uns idiotas falam que isso iria ser o fim do mundo. Agora, me pergunto se esses babacas que criaram essa história estudaram a física do mundo real?
Ana Carolina Pereira Mariano, 1º A. Luiz Gama. 10/05/2011 19:34hs.