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      O fim do mundo

 

Muitos homens já perderam a razão ao falar do fim do mundo e eu estou aqui para te chamar para o hospício já que nas minhas contas o fim do mundo já foi! Assim eu quero anunciar o fim de um mundinho bobo no coração de um bobo, e te digo isso porque a “sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1Cor 3,19) e vocês vão “suportar um pouco da minha loucura” (2Cor 11,1). Quero, então, ajudar a evoluir a sua mentalidade para que você possa ver uma linguagem solene. Assim podemos ver uma beleza que só os inteligentes conseguem ver, ou pelo menos tentar vê-la...

 

    

 

O fim de uma sabedoria simplesmente humana

 

Quando falamos do “mundo” nós precisamos ver que em grego, no idioma do Novo Testamento, este é expresso por cosmos que significa ordem, como sendo um todo ordenado. Assim um estilo de vida é o mundo em que alguém vive, sendo de forma maior o planeta e até mesmo todo o universo material. Jesus destruiu esse mundinho egoísta na cruz, pois “a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem” (1Cor 1,18), já que não encontram o que realmente é o amor, ainda mais quando já sabemos que “Deus é amor” (1Jo 4,8).

 

Preste muita atenção, nessa minha contabilidade o nosso mundinho foi destruído na crucificação e na ressurreição de Jesus Cristo, pois foi na cruz que Ele matou o ódio (Ef 2,16) e trata-se da plenitude dos tempos (Gl 4,4). Esse fim do mundo encontra o seu auge na cruz a dois milênios atrás e se estende por toda a história do universo, sendo, portanto, definitivo além deste tempo deste universo, apenas na eternidade. O fim do mundo está presente entre nós na história quando conhecemos a Jesus e assim vencemos o egoísmo, mas ainda Ele não é tudo em todos.

   

“Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto deixei o que era próprio de criança” (1Cor 13,11). E assim podemos ver com toda a clareza da inteligência o que Jesus nos disse: “Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar” (Jo 16,12). Nas Sagradas Escrituras encontramos uma linguagem solene que nos traz o “ensinamento conforme a piedade” (1Tm 6,3) para todo bom coração que se abre para a voz que vem de Cristo.

 

Adotar a verdade muitas vezes implica em resistências e até zombarias de outras pessoas, mas na necessidade de ser coerente com aquilo que a pessoa sente ela cria coragem e vai adiante por amor. Quando olhamos o mundo por esse ponto de vista mais cristão, que supera os sofrimentos em prol de algo maior, qual é então a sabedoria que estamos conhecendo?

a) A sabedoria da cruz que se doa em generosidade quando ama.

b) Um distúrbio mental que precisa de tratamento médio-hospitalar.

c) Lavagem cerebral de pessoas gananciosas e pseudo-religiosas.

d) A razão concentrada no “eu” e capaz de encontrar o conhecimento.

e) Adotar a liberdade individual como auge da liberdade.

 

Quando lemos o Apocalipse vemos uma linguagem surrealista gritando que “a letra mata, e o Espírito é que dá a vida” (2Cor 3,6), servindo de alarme contra charlatões incapazes de distinguir entre o literal e o ensinamento piedoso do Espírito nestas lindas palavras da carta de amor que Deus nos deixou. Este mesmo Apocalipse retrata a realidade de perseguição dos primeiros cristãos associando-a à história da salvação de todo o universo neste tempo e além deste tempo. Assim o Apocalipse está bem perto de nós e podemos lê-lo inserido no nosso cotidiano e neste momento histórico.

     

A Igreja Católica aceita que a história de Adão e Eva não seja literal, mas uma

linda história contada em linguagem solene  sobre as verdades da criação.

 

A discussão religiosa em fontes bíblicas é muito estimulante, mas a leia dentro do contexto histórico com uma flexibilização poética ou a linguagem a Bíblia defenderia o geocentrismo ao falar da “terra imóvel” (Sl 104,5). Ela descreve o número π como 3 e não como 3,14... ao lermos: “Era redondo e tinha 10 côvados de diâmetro, com uma circunferência medida com um fio de 30 côvados” (1Rs 7,23). Pode ser devido ao diâmetro externo e a circunferência interna, ficando coerente na borda. Porém veja que a ciência trabalha com uma satisfatória precisão matemática, enquanto textos religiosos possuem como objetivo uma exatidão educativa.

 

Jesus disse que “a verdade vos libertará” (Jo 8,32) e que Ele é a verdade (Jo 14,6), assim precisamos conhecê-lo de verdade ao sermos seus discípulos. Pois se cremos que Jesus “há de vir a julgar os vivos e os mortos”, então nós sabemos do julgamento eterno (Jo 8,56) e por outro lado vemos na continuidade da história que a humanidade deve tomar juízo e ser mais humana. Sabemos que Deus está em todos nós e acima de nós, então devemos ser mais ativos na construção do Reino de Deus por meio da fraternidade e da justiça como bons cidadãos em esboço da realidade eterna.

 

Mas como diferenciar uma palavra verdadeira de uma falsa? Jesus nos diz: “Cuidado com os falsos profetas: eles vêm a vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Vocês os conhecerão pelos frutos deles: por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas?” (Mt 7,15-16). Toda pessoa sempre é protegida por Deus, assim ao ser sincera em seu coração receberá meios necessários para encontrar a verdade, nos bons frutos, isso “porque Deus é fiel e não permitirá que sejam tentados acima das forças que vocês têm” (1Cor 10,13).

 

Mas eu ainda estou anunciando o fim do mundo! Anuncio o fim de um mundinho bobo quando nós conhecemos Jesus e nessa sabedoria de cruz vencemos o egoísmo. Assim todos nós devemos nos converter e lembramos do papa João XXIII abrir o Concilio Vaticano II dizendo: “Queridos e amados irmãos do episcopado, peçamos a Deus a graça de nossa conversão ”. Teve bispo que desmaiou... Nós, a Igreja, devemos ter fé e avançar para vermos no contexto os frutos do seguimento de Cristo, encontrando a verdade que é Cristo. Ou Jesus dirá de nós: “Não sigam essa gente!” (Lc 21,8).

 

A conversão é um processo com picos de transformação, mas ainda também contínuo em toda uma vida de crescimento espiritual. Desse modo o Apocalipse está muito mais perto de você? O Har-Magedon está em se abandonar nas chagas de Cristo, quando no monte do calvário morreu o Rei de Israel, “o primogênito” (Zc 12,10), e sentimos como “na planície de Magedon” (Zc 12,11). Assim nesse lugar todos conceitos que reinam em nossos corações são derrotados por Cristo, leia melhor: “Os reis foram reunidos no lugar que, em hebraico, se chama Harmagedon” (Ap 16,16).

 

Veja com carinho, a linguagem apocalíptica no livro de Daniel se cumpre nos livros de Macabeus, tal como a do Apocalipse reconfortava os cristãos dos primeiros séculos que sofriam grave perseguição dos romanos. Essa linguagem liga o sofrimento do povo de Deus ao sofrimento de Cristo e em Cristo deslumbra o amor que nos espera na eternidade, nos dando esperança. Assim também é o mistério de Fátima, quando mostra o sofrimento da Igreja nos anos de comunismo. É Deus nos consolando...

 

         

No drama de fim do mundo se ataca a fé, pois trinca a confiança em Cristo.

Veja a verdade científica na aula de física “Colisões cósmicas”.

 

Porém o Maligno coloca o seu dedo sujo em tudo o que consegue e nisso vemos um conglomerado de previsões para o fim do mundo em 2012. Poderia ocorrer alguma histeria se acontecer algum problema astronômico, mas essa bobagem se concentra no desacreditar após uma desilusão sobre o futuro. Penso ser esse o mal causado por tal sensacionalismo: degradar ainda mais a fé de quem já anda capenga. Foi assim com o Código da Vinci, e se combate toda mentira com a verdade.

 

Quando falamos do fim de um mundinho interior pode acontecer da pessoa ficar negligente com o mundo ao seu redor e isso é perigoso porque o fantasma de uma guerra nuclear não foi totalmente erradicado, a poluição é um problema grave e a desagregação familiar é um problema ainda maior. Qual a solução? 

a) Perder o ânimo porque teremos muito trabalho pela frente.

b) Ser um cristão ativo no mundo, vivendo a sua consciência.

c) Sair gritando que esse negócio de fim do mundo é tudo mentira.

d) Não esperar nada de sério para esses nossos tempos.

e) Ter a certeza de que nada apocalíptico me acontecerá.

 

Estudar um pouco de física ajuda a entender de teologia!

 

O estudo do fim último das coisas se chama escatologia, que no contexto religioso se trata do final dos tempos. Mas precisamos um pouco da física para entender o que é o tempo deste universo material e o que é o tempo de Deus que nós chamamos de eternidade. Em 1905 Albert Einstein enfatizou que o universo possui quatro dimensões, sendo o tempo a quarta dimensão do espaço tridimensional. Assim podemos ver que na teoria do Big Bang o espaço-tempo foi criado junto com a matéria, e se expande como um todo e não surgindo matéria no espaço vazio.

 

Imagem tradicional                 Imagem real

 

Temos que Santo Agostinho (345-430 d.c.) já explicava que o tempo começou junto com a criação, pois não poderia haver um “então” onde não havia o tempo e assim o Criador não seria anterior a todos os tempos. Para Deus ser eterno Ele não poderia ser contido no tempo ou teria uma finitude neste tempo. Assim faz sentido Deus ter criado o tempo que nós conhecemos e encontrarmos a eternidade como um tempo de Deus além deste universo material. Embora seja uma abstração difícil é importante para formar uma idéia coerente com as Escrituras.

 

“Chegamos assim ao íntimo de nossas almas. Indo além, atingimos a região da inesgotável abundância, onde nutres eternamente Israel com o alimento da verdade, e onde a vida é a própria Sabedoria, pela qual foram criadas todas as coisas que existiram, existem e hão de existir, pois a Sabedoria mesma não é criada, mas existe como sempre existiu e como sempre há de existir. Antes, nela não há passado num futuro [Eclo 42,21], pois simplesmente ‘É’, por ser eterna. Ter sido e haver de ser não são próprios do Ser eterno” (Santo Agostinho, 345-430 d.c.).

 

Então aquela “hora” do fim do mundo, que só o Pai conhece (Mt 24,36; At 1,7) e nem o Filho sabe (Lc 21,8), seria a eternidade além deste universo material. Pois se o Filho estivesse no tempo junto conosco faria sentido não a conhecer já que o fato de conhecer significa participar da mesma realidade. E mesmo sendo indissolúvel do Pai, Jesus se fez homem e estava entre nós em carne e osso neste universo material, por isso Ele disse não conhecer aquela “hora”, como força de expressão ao enfatizar o quanto Ele estava junto conosco para nos salvar.

 

              

Esse assunto é melhor explicado na aula de física "O segredo do tempo".

 

Veja como a linguagem comum deixa um paradoxo ao se ler tudo ao pé da letra (que mata), pois em Gn 6,6; Ex 32,14; 2Sm 24,16; 1Cr 21,15, diz que Deus se arrependeu de alguma atitude tomada, mas se Deus é perfeito então nunca faria algo do qual se arrependeria e lemos claramente que “Deus não se arrepende” (Nm 23,19; 1Sm 15,29). Isso porque Deus não mente para sim mesmo e nem para ninguém, além de que não se arrependeria jamais por sempre ter plena consciência do que faz já que é onisciente. Toda escolha plenamente consciente é sempre irrevogável.

 

Voltando para a questão do tempo devemos lembrar que Jesus classifica como falso profeta quem anuncia que a “hora” já chegou, mas nós lemos que São João diz que nós já estamos na “última hora” (1Jo 2,18). Então, para o nosso querido São João não ser mais um falso profeta precisaremos ler que essa “hora” é a eternidade que já se faz presente quando o Espírito Santo é derramado em nossos corações (Rm 5,5), já que a esperança não engana e “é na esperança que somos salvos” (Rm 8,24), além dessa esperança cristã ser a presença de Deus, que ainda não é tudo em todos.

 

Assim vemos que essa “hora” do final dos tempos será conhecida por completo quando nós estivermos na intimidade do Pai, na eternidade, além deste universo material, e assim gozando da completa alegria que Abraão já conhece (Jo 8,56). Nessa realidade de amor pleno se transcende a questão de antes e depois, no qual tudo de bom já será realidade e assim nada mais há de se esperar. Assim podemos também dizer que no céu não haverá esperança, porque esperança é o ato de esperar. Na eternidade não precisaremos mais esperar pois tudo já será pleno.

 

Entrando um pouco em metafísica vemos que como Deus é onipresente, então existir é participar de usa presença, assim quando fomos criados vemos que “Deus chama todo ser do nada à existência” (CIC 2566). Veja bem, nós somos criados por amor para participar deste mesmo amor, então nada mais coerente do que vivermos essa generosidade de amar. Todo ser que não aceita o seu destino (chamado) de coerência tende a não mais existir, e assim Deus aceita o livre-arbítrio da pessoa caminhar para o nada absoluto, o qual nós chamamos de inferno.

 

Assim vemos que “o mal á apenas privação do bem, privação esta que chega ao nada absoluto” (Santo Agostinho). Somos livres, porém nós semente seremos livres por completo juntos com Deus já que a liberdade só se realiza em plena coerência com a perfeição vinda de Deus. Além do mais, se houver alguma gratidão por se existir também haverá grande felicidade e paixão por Deus, que, naturalmente sempre haverá coerência em todo esse amor que em sua natureza é infinitamente generoso. Agora nós podemos ter uma visão mais clara do céu e do inferno.

 

A preguiça é uma parte da minha personalidade, sem ela eu não seria eu mesmo.

 

Meu jovem, já deve estar saindo fumaça da sua cabeça com tamanha abstração, mas pensar faz bem e é dever de quem deseja continuar existindo. Pensar é difícil, ainda mais para quem não está acostumado. Então se mexa! Exorcize essa preguiça que te arrasta para o nada, ainda mais que lugar de inútil é no inferno! Aquelas pobres velhinhas que não tiveram oportunidade de estudar estão dispensadas disso, mas a quem tem essa oportunidade lhe será cobrado... Faça tudo aquilo que você puder e de bom coração que Deus já abrirá um imenso sorriso.

 

A Bíblia retrata vários casos de pessoas querendo se aproveitar da Palavra de Deus para si mesmas e assim distorcendo-a, levando muitos para o buraco. Hoje, porém, vemos em vários grupos religiosos uma linda sinceridade de coração e em outros sinais nítidos dessa corrupção combatida pelos apóstolos. A questão fica complexa quando nos enxergamos. Olhando melhor essa problemática, como administrar a situação?

a) Fazer um grande escândalo para mostrar o cisco no olho do outro.

b) Julgá-los como falsos profetas, pois julgamos para não sermos julgados.

c) Na ciência de que seremos julgados pela vivência e não pelas idéias.

d) Gritar que Deus quer a morte do pecador e não a sua conversão.

e) Esfregar a verdade nas caras, pois isto é a verdadeira humildade.

 

O verdadeiro cenário da batalha apocalíptica

 

Quando se fala do diabo muitas vezes nos referimos a um anjo puramente espiritual caído e rebelde contra Deus, porém aos outros demônios também nos referimos por diabo. Porém a amplitude desta palavra se aplica a todos os que praticam a “injustiça” (1Jo 3,10) ou são “mentirosos” (Jo 8,44), pois estes são filhos do diabo ou também o diabo nesta ampla expressão. Vemos agora que se trata também de um combate  interior para não ser mais um chifrudo na face da terra... A palavra se aplica a um espírito maligno e seus aliados, vivos ou mortos. 

Para isso lhe fazer mais sentido leia: “Quando o injusto amaldiçoa Satanás, está amaldiçoando a si próprio” (Eclo 21,27), e também “se até Satanás está divido contra si mesmo, como o seu reino poderá sobreviver?” (Lc 11,18). Na amplitude da palavra vemos que toda cultura de morte em que a figura humana é degradada no egoísmo será o dragão apocalíptico a ser combatido, porém vemos este combate como a vida de virtude que transforma a sociedade animando na fé e impondo a justiça pelos meios legais, principalmente por meio de oportunidades sociais justas e generosas.

 

Veja outro exemplo, quando Jesus explicava que sofreria muito para a salvação da humanidade, então, Pedro querendo consolá-lo, no seu modo de pensar, lhe disse que esperava que essa não fosse a vontade de Deus. Mas Jesus lhe responde: “Vá de retro satanás!” (Mt 16,23). Não seria o caso de uma possessão em Pedro se analisamos o contexto e encontramos como sendo mais racional que Pedro estivesse pensando de forma egoísta, portanto estava agindo em prol dessa cultura de morte. Mas quem de nós não pensaria como Pedro querendo o bem do mestre? Pense nisso...

 

 

Sabemos que a Igreja é o corpo de Cristo (Cl 1,18), assim vemos que anti-cristo é todo aquele que é contra a Igreja. Porém igreja significa comunidade e todo aquele que vive em comunidade de amor e verdade já faz parte desta Igreja de Cristo. Assim vemos que a figura de um personagem maligno tem o objetivo educativo de fortalecer a fé na mesma base da figura de Adão e Eva. Então a verdade bíblica nem sempre se trata de uma verdade literal, mas de sábias palavras para acolher com piedade o nosso desenvolvimento cognitivo em comunidade.

 

“Isto é o que você deve ensinar e recomendar. Pois, quem ensina coisas diferentes, que não concordam com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensinamento conforme a piedade, é cego, não entende nada, é doente à procura de discussões e brigas de palavras. É daí que nascem invejas, brigas, blasfêmias, suspeitas, polêmicas intermináveis, coisas típicas de homens de espírito corrupto e desprovidos da verdade. Eles supõem que a piedade é fonte de lucro. De fato, a piedade é grande fonte de lucro, mas para quem sabe se contentar” (1Tm 6,3-6).

 

Lendo São João vemos que “todo aquele que não reconhece a Jesus, não fala da parte de Deus. Esse tal é o espírito do Anticristo; vocês ouviram dizer que ele vinha, mas ele já está no mundo” (1Jo 4,3). Nessa mesma linguagem educativa e presente em toda a Bíblia temos que São Paulo reforça esta figura de linguagem para manter firme os fiéis: “Não se deixem enganar de nenhum modo! Primeiro deverá chegar o abandono da fé. Depois aparecerá o homem ímpio, o filho da perdição: ele é o adversário” (2Ts 2,3-4) contra toda a humanidade, na forma da Igreja.

 

As pessoas sinceras se convertem para outro grupo por conhecerem uma vivência sadia e para serem coerentes com a ação de Deus em seus corações, assim estes são os fiéis a quem devemos chamar. Não se trata de explicar todos os erros cometidos na vivência e na interpretação da Bíblia, mas de ser mais um cristão de verdade dando testemunho de sua fé. Como as boas pessoas se decidem?

a) Na certeza de que ela mesma entende tudo o que precisa.

b) Com uma dramatização e promessas de prosperidade.

c) Numa boa montagem intelectual e argumentação convincente.

d) Na oração sincera que fortalece a sua vivência religiosa.

e) Com propaganda de shows, eventos e grupos de jovens.

 

Quando as pessoas se alojam em seus mundinhos egoístas dizendo: “Estamos em paz e segurança” (1Ts 5,3), aqueles consumidos pelo egoísmo irão chorar “por não terem acolhido o amor da verdade que os teria salvo” (2Ts 2,10). Porém para aqueles que se abrirem ao amor de Deus agindo em nossos corações “o Senhor Jesus matará [o ímpio] com um sopro de sua boca” (2Ts 2,8) quando derrama seu Espírito (Rm 5,5). Esse fim do mundo já começa quando conhecemos Jesus e se concretiza na eternidade juntinho com Deus por completo.

 

Se não vai acontecer nada de imediato eu é que não vou me desgastar para agora.

 

Nem sempre na Igreja todos são tudo o que deveriam ser e desde o tempo de Jesus já havia um diabo no meio deles, que era Judas Iscariótes (Jo 6,70). Precisamos ver que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6,10) e analisando o contexto veremos que nem sempre os críticos são melhores que os criticados. Não se trata de julgar os outros, mas de se auto-avaliar para não ser mais um diabo dentro da Igreja de Jesus Cristo, pois a responsabilidade é muito maior! Uma vez que você é mais um voluntário em algo faça isso bem feito neste épico combate de virtude.

 

Porém nos perguntamos o porquê tanto espetáculo nessa história de fim do mundo, mas São Paulo nos diz: “Admiro-me de que tão depressa, abandonando aquele que vos chamou na graça de Cristo, tenhais passado a outro evangelho. Não que haja outro, mas acontece que algumas pessoas vos estão perturbando e querem corromper o evangelho de Cristo” (Gl 1,6-8). E já havia a advertência de Jesus: “Se um cego guia outro cego, os dois caem no buraco” (Mt 15,14). Porém vemos que numa novela de um pretenso “fim do mundo” se faz um mundo de dinheiro... 

A verdade dói, mas é a mentira que mata! Agora que você sabe tudo isso já deve estar desmoronando o seu mundinho, o seu estilo de vida. Porém a verdade liberta e conduz para a salvação quando acolhida, pois assim transforma a alma. Deus quer muito mais de nós do que uma vidinha pacata e mesmo com uma história de um fim do mundo iminente contada pelos autores bíblicos vemos a dedicação e cuidado para o presente de cada geração e aponta para quando a humanidade aceitar criar juízo ao se abrir e se comprometer com a verdade que está em Cristo.

 

Um antigo ditado romano já dizia que “o povo quer ser enganado” e já tivemos seitas que cometeram suicídio em massa. Isso nos mostra o perigo da lábia de algumas pessoas e que elas entram porque as portas lhe são abertas! Acrescenta-se o afeto condicionado que tira o senso crítico durante o processo de lavagem cerebral. Como denunciar esse crime contra a consciência humana?

a) Ser preconceituoso, devolvendo intolerância com mais intolerância.

b) Com ofensas abertas, mostrando, nessa humildade, quem é o cego.

c) Ir falar com os lobos e apelar para a bondade em seus corações.

d) Dar sagradas pérolas de sabedoria para quem não quer escutar.

e) Anunciar a verdade às claras e deixá-los se responsabilizar com Deus.

 
 
 

      Atividade

 

Escreva mais uma advertência na forma de uma comparação. Assim nós exercitamos a interpretação da linguagem surrealista do Apocalipse quando as vemos como figuras educativas. Para encontrar algo sugiro pescar alguma lembrança da sua infância, pois a Bíblia foi escrita na vivência da história de um povo. Ela são saiu da cartola... Este comentário deve ter entre 10 e 15 linhas, coloque o seu nome e outros dados no final. Veja, a seguir, os melhores e depois deixe o seu texto no Fórum.

 

Quando a criança vai crescendo e começa a se perguntar como Papai Noel entrega os presentes ela já está pronta para receber as perguntas que faz. Talvez ela queira um presente que só o Papai Noel poderia dar por custar caro, mas um coração decidido prefere a verdade. A história do fim do mundo é real no significado, mas a idéia que tínhamos dela era apenas a visão do papel de presente que deve ser rasgado, por mais lindo que seja, para finalmente podermos pôr a mão no presente de verdade. Não é errado entender que o Papai Noel seja literal quando ainda somos crianças, pois este é um ninho de amadurecimento. Mas chega a hora de voar quando Jesus chega em nossos corações. Na visão do Papai Noel vemos o bom Deus que nos dá como presente Jesus, o nosso Salvador, que é um presente muito melhor do que qualquer coisa material. Papai Noel é verdade se visto na profundidade que só os inteligentes conseguem ver, e assim vemos o amor de Deus nos acolhe com carinho, pois só entra no Reino de Deus quem é como criança.
Farlei Roberto Mazzarioli. Capela Santa Rita de Cássia. Araçatuba-SP. 23/05/2009.