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      A imagem de Deus

 

Nós precisamos pensar qual a imagem que fazemos de Deus e para ser um pouco mais claro, me refiro a imagem que fazemos em nossos corações. Isso porque lemos na Bíblia a proibição do uso de imagens e também o próprio Deus mandando fazer imagens. Você verá nesta aula como Jesus é a imagem do Deus invisível, o porque  Deus manda fazer imagens ou quando as proíbe, a imagem dos santos como templo vivo de Deus e desenvolverá a imagem que você faz de Deus.

 

Jesus é a imagem do Deus invisível

 

Então comecemos por Jesus Cristo que é a “imagem do Deus invisível” (Cl 1,15) e lembremos que fomos ensinados que o homem foi criado a imagem de Deus na capacidade amar (Gn 1,26). O foco de toda essa realidade é justamente o amor. E foi esse Jesus Cristo que morreu por nós em uma cruz mostrando que nos ama tanto que até morre por nós. Esse amor que se doa sem limites é porque “Deus é amor” (1Jo 4,8). Agora vemos que a melhor imagem de Deus é Jesus crucificado por amor ao Pai e a todos nós, e amor suficiente para uma morte de cruz.

 

O nome Jesus significa Deus salva e dizemos que Jesus Cristo é o Senhor, além disso lembremos que o nome de Deus, Javé, que se pronuncia Iahweh e significa Eu Sou ou Eu Sou Aquele que É, sendo sempre dito em primeira pessoa, Eu, mostrando que Deus é Espírito e está em nós ao pronunciarmos santamente este nome sublime. Nas traduções gregas, sob a mesma lógica do Novo Testamento, o nome Javé foi transcrito como Senhor a fim de preservar melhor o seu significado. Essa linda união indissolúvel entre Jesus e Deus, que é Espírito, nos faz acreditar que Jesus Cristo é o Senhor...

 

  

A divindade de Cristo é expressa no seu amor ilimitado por nós

 

Na crucificação havia um cartaz escrito “Jesus de Nazaré, o rei dos Judeus” colocado a mando de Pilatos em hebraico, latim e grego. Mas os sumos sacerdotes pediram a Pilados para que escrevesse: “Eu sou o rei dos judeus” (Jo 19,21) para desacreditar a autoridade com que Jesus ensinava, e ao olharmos com mais atenção podemos ver que a intenção deles era que o povo visse outra coisa: “Javé é o rei dos judeus, e não esse Jesus de Nazaré e nem os romanos”, porém Pilatos não caiu nessa. E nós agora podemos ler que “Jesus Cristo é o nosso Senhor”.

 

Não se pode ver o nosso Deus  na óptica do paganismo, com a exceção de ser único e verdadeiro, isso porque Ele é a plenitude do Ser e está em nós e acima de nós. Preste atenção, Ele também é Alguém que É e não uma abstração que até um ateu acreditaria que Deus existe. Deus existe pessoalmente na sua plenitude, não é um jeito de pensar ou sentir, não é uma ideologia ou estilo de vida, Ele é Alguém que está em nós e acima de todos nós. E sendo onipresente o ato de nós existirmos é estar em sua presença, o qual é um favor que recebemos porque fomos criados por amor.

 

Oh Deus, seu número é incontável, explode a minha mente e ao mesmo tempo a pacifica,

porque sois um. És Espírito que habita em nós e nós habitamos em ti. Sl 139,17-18.

 

Nos foi ensinado de que há um só Deus o Pai (1Cor 8,6; Ef 4,6) em unidade de amor e isto é um mistério, mas sabemos que “Cristo é a imagem de Deus” (2Cor 4,4). Assim Deus em sua intimidade nos acolhe em família e família é um mistério: só sabe o que é ser família sendo família dentro da família. Assim leia o que Jesus diz: “Não que alguém já tenha visto o Pai. O único que viu o Pai é aquele que vem de Deus” (Jo 6,46). Mas Jesus é gerado do Pai e pode dizer: “Quem me vê, vê também aquele que me enviou” (Jo 12,45). Ele nos insere na família celeste e já participamos dessa graça: “Desde agora vocês o conhecem e já o viram” (Jo 14,7).

 

A presença real de Jesus na Eucaristia é o adiantamento de

simpatia da união que Deus pretende ter com todos nós.

 

Jesus Cristo “é a imagem de Deus, o primogênito” (Cl 1,15) e nos transfigura “nessa mesma imagem, cada vez mais resplandecente pela ação do Senhor, que é Espírito” (2Cor 3,18). Nessa ação de amor ilimitada na cruz Deus nos chama com vontade para sermos “conformes à imagem do seu Filho, para que este seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8,29). Podemos concluir aqui que Deus nos quer acolher em sua intimidade e na sua imagem na cruz mostra que nos ama e que amar é, portanto, estar em sua intimidade e superar o egoísmo, se doando também como vemos na cruz.

 

Sabemos que Jesus Cristo é a imagem visível de um Deus invisível e podemos dizer que só com os olhos da alma, ou seja, do coração, nós podemos ver a Deus presente no próximo. Assim tal como há coisas que só os inteligentes conseguem ver, também há uma realidade que só é vista por quem ama de verdade. Pense nisso e diga qual seria uma aplicação social deste conceito?

a) Devemos obedecer cegamente as autoridades religiosas.

b) Quem acolhe uma pessoa em necessidade acolhe a Jesus.

c) Agredir ao próximo por ódio não é uma ofensa a Deus.

d) O cristianismo é uma religião só para pessoas esclarecidas.

e) Serei julgado somente pela minha oração e não pela ação.

 

Deus manda fazer imagens ou as proíbe?

 

Observe atentamente a Arca da Aliança que é o objeto mais sagrado do judaísmo, sobre a qual Deus mandou colocar duas imagens de anjos. Leia você mesmo então: “Faça dois querubins de ouro” (Ex 25,18). Seria só isso? Não. Foi o próprio Deus quem ordenou a Moisés colocar imagens de anjos nas cortinas da tenda do encontro, que era o templo deles na época, leia para acreditar melhor: “Faça nele um bordado com figuras de querubins” (Ex 26,31). Vemos claramente como imagens religiosas em esculturas e impressas nas paredes parecem muito com um templo católico.

 

 

Na construção do Templo de Jerusalém “Salomão mandou instalar dois querubins de madeira de oliveira de dez côvados de altura” (1Rs 6,23) e em outro lugar “havia leões, touros e querubins” (1Rs 7,29). E  quando Ezequiel teve uma visão interior do Templo no céu ele viu que “dentro e fora do templo, em volta de todas as paredes internas e externas, estavam pintados querubins e palmeiras. Havia uma palmeira no meio de cada dois querubins. Cada querubim apresentava duas faces: Para o lado de uma palmeira mostrava rosto humano e para o outro lado da palmeira mostrava rosto de leão, e assim por diante, ao redor de todo o templo” (Ez 41,17-19).

 

Por que isso? Fica difícil entender, mas foi Jesus quem disse: “Não julguem pelas aparências, mas conforme a verdade” (Jo 7,24) e São Paulo nos deixou explicado na seguinte orientação: “Fujam da idolatria. Falo a vocês como a pessoas sensatas, julguem vocês mesmos o que estou dizendo” (1Cor 10,14-15). Se o nosso Deus habita em nós, em nossas almas, em nosso coração, então nos faz mais sentido entender que “a avareza é uma idolatria” (Ef 5,5) e também “a cobiça é uma idolatria” (Cl 3,5). Que imagem nós formamos de Deus em nossos corações?

 

 

A vivência da virtude da religião exige ver um Deus de amor e não formar uma imagem de alguém que se procura somente em apuros, quando se está doente, com problemas financeiros, que quer velas e orações, que faça truques de mágica e resolva tudo rapidinho. Essa falha é um pecado que mostra o quê?

a) As dificuldades injustas do mundo criado por Deus.

b) A fragilidade humana que não é imagem de Deus.

c) A punição àqueles que não oram de coração.

d) A falta da benção por causa de seus pecados.

e) Falta de comprometimento e de boa vontade.

 

O uso de imagens de forma errada é altamente proibido e vemos um perfeito exemplo na questão do bezerro de ouro que Moisés furioso “o reduziu a pó, depois misturou o pó com água e o deu de beber aos israelitas” (Ex 32,22). E vemos isso claramente ao lermos: “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma” (Ex 20,4) e depois isto é reforçado em: “Não façam para vocês deuses falsos. Não levantei para vós ídolos” (Lv 26,1). O estranho é que Moisés faz uma serpente de bronze a mando de Deus. O bezerro de ouro não podia, mas a serpente de bronze podia?

 

“‘Faça uma serpente venenosa e coloque-a sobre um poste: quem for mordido e olhar para ela, ficará curado’ [disse Deus]. Então Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou no alto de um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado” (Nm 21,8-9). Esse povo viveu o significado? Porém, depois, Ezequias “acabou com os lugares altos, quebrou as estelas e derrubou os postes sagrados. Despedaçou também a serpente de bronze que Moisés havia feito, porque os israelitas ainda queimavam incenso diante dela. Eles a chamavam de Noestã” (2Rs 18,4).

 

A imagem de uma cobra parece um absurdo e ainda mais que essa mesma imagem faz referência a Jesus tal como nos explica São João: “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, do mesmo modo é preciso que o Filho do homem seja levantado. Assim todo aquele que nele acreditar, nele terá a vida eterna” (Jo 3,14-15). Isso é porque “eram as nossas doenças que ele carregava” (Is 53,4) vindo nos buscar no nosso afastamento de Deus sem jamais se desligar Dele. É o pecado que faz o homem comer o pó e se arrastar feito uma cobra longe de Deus (Gn 3,14; Sl 44,26-27).

 

 

O difícil não é entender, mas aceitar. O uso de imagens religiosas pode e deve ser bem usado sem nunca perder o significado ao vivê-lo com amor. Veja um exemplo, se uma pessoa carrega a foto da mãe na carteira e a beija sabendo que é só uma foto nesse gesto de carinho ela mostra o valor que tem pela mãe, tal como um cidadão honra a bandeira de seu país como um símbolo digno de respeito em amor a pátria e não àquele pedaço de pano. O respeito por uma imagem religiosa é o mesmo, já que ninguém em sã consciência chuta uma fotografia da própria mãe.

 

Deus nos proíbe de ídolos tal como a avareza e a cobiça que é colocar um amor maior em algo de menor importância, isso é amar desordenadamente. E amar a Deus acima de tudo significa dar maior valor a Deus do que a outras coisas, tal como é errado deixar de ir a missa para ficar no rancho ou assistir o jogo de futebol. Quem você ama mais, o seu filho no berço ou o seu sono? Você é capaz de se levantar para trocar a frauda dele mesmo quase morrendo de tanto sono. E porque esse sono de negligência para com as coisas de Deus? E ir na missa é coisa fácil.

 

A arca da aliança e a manjedoura como arca da nova e eterna aliança,

repare em José e Maria como dois anjos contemplando a Aliança.

 

O que é ser um idólatra atualmente? Fazer a imagem de um deus do dinheiro, do poder e do prazer em seu coração quando se coloca isso acima do amor ao qual Deus nos chama para amar e, como Deus é amor, isso é colocar essas bobagens acima do próprio, mesmo que não se admita tamanho pecado. Se você não é um escravo do celular sendo capaz de deixá-lo desligado de vez em quando deve estar um pouco mais livre da idolatria, por exemplo. Seja uma pessoa sensata e julgue a realidade por si mesmo e veja o que é proibido e o seu porquê.

 

A liberdade religiosa é um valor moral e útil para todos nós, porém se nem a religião gera unidade ou postura de santidade o que mais faria isso? Em defesa da verdade nós devemos discutir sem discussões, apresentando bons argumentos e deixando a pessoa ser sensata e se responsabilizar diretamente com Deus a respeito de suas crenças. Algumas pessoas dizem que os católicos adoram santos e imagens, como discutir o assunto sem perder uma postura edificante?

a) Apresentar textos bíblicos e escutar o porquê da crença dela.

b) Ler e repetir até a pessoa concordar de tanto escutar.

c) Discursar em alto tom de voz para no susto não se pensar.

d) Chamar para sua crença oferecendo cesta básica e emprego.

e) Chamar para sua crença oferecendo shows e amigos jovens.

 

A imagem dos santos como templo vivo de Deus

 

Todos nós acreditamos que existe um mistério de amor e unidade lindo para o qual nós somos chamados e que algumas pessoas já participam dessa realidade, tal como Abraão já viu o Dia do Senhor e se encheu de alegria (Jo 8,56), ou seja, já se encheu do Espírito Santo. Nós acreditamos que os santos já são uma só coisa com Deus e nesse amor indissolúvel eles podem interceder por nós em oração nesse santo trabalho porque Deus sempre trabalha (Jo 5,17) e todos nós devemos imitar quem imita ao nosso Senhor (1Cor 11,1). Lembre-se que  lugar de inútil é no inferno e não no céu.

 

Imagem da Capela Sistina no Vaticano pintada por Michelangelo.

Repare no ato de tocar, nessa ligação, e pense no que Deus deseja.

 

Vejamos o que São Paulo explica dessa ligação de ser uma só coisa com Deus: “Vocês não sabem que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é santo, esse templo são vocês” (1Cor 3,16-17). Deus não quer que nos percamos nas idolatrias de viver um amor desordenado pelas coisas em vez de vivermos um amor completo com Ele. Não devemos tocar nesses valores desordenados que são ditos por impuros por tirarem toda a pureza do coração.

 

“Que há de comum entre o templo de Deus e os ídolos? Ora, nós somos o templo do Deus vivo, como disse o próprio Deus: ‘Habitarei no meio deles, e com eles caminharei. Serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Portanto, saiam do meio dessa gente e afastem-se dela, diz o Senhor. Não toquem naquilo que é impuro, e eu acolherei vocês. Serei pai para vocês, e vocês serão para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso’” (2Cor 6,16-18).

Agora devemos ter em mente e no coração a maneira correta de usar as imagens religiosas tal como a serpente de bronze podia ou não ser usada. Se fosse bem usada era um instrumento didático para a cura, mas se mal usada era uma idolatria. São Tomás de Aquino diz das imagens idolatradas pelos pagãos por meio da malícia do diabo: “Para que fossem adorados como deuses, os demônios entraram nos ídolos e por meio destes davam respostas. Lê-se na Escritura: ‘Todos os deuses dos povos são demônios’ [Sl 96,5]”. Qual a diferença disso dentro do coração pagão?

 

A cobiça de querer vantagens egoístas no sobrenatural é a resposta. Estamos vivendo uma vida de pagãos ou não? Agora olhe uma distorção da religião chamada teologia da prosperidade, onde se disfarça a busca por Deus em uma forma de resolver os próprios problemas financeiros, afetivos e familiares. Há um certo paralelo atual com aquelas práticas pagãs, porém diluída para enganar melhor nesta evolução. Uma chave para identificar melhor isso é o ódio mascarado por tudo que é símbolo de humildade e Maria é o auge. Cada um que seja sincero consigo e durma em paz.

 

A palavra igreja em grego significa comunidade, que edifica-se num templo para Deus formado pelas pedras vivas que somos nós. Nessa linda construção Jesus é a pedra angular que se doa por amor mostrando como o nosso egoísmo é mortal e a necessidade de superá-lo, assim não pode existir “cada um na sua”, mas a vida em comunidade e dessa forma haverá uma imagem digna para Deus. Por quê?

a) Tudo gira em torno da santa e absoluta obediência.

b) Deve-se punir toda a infração em nome de Deus.

c) A imagem de Deus é família que se ama sem limites.

d) Eu faço o que quero e não sou ingrato assim!

e) Ninguém sabe tudo, então posso agir como se eu soubesse.

 

Podemos perceber como Deus usa as imagens como mídias evangelizadoras e nos santos vemos a esperança que não engana (Rm 5,5) ao nos guiar na imagem de seu Filho unigênito Jesus Cristo  (Rm 8,29). As imagens de santos são usadas tal como a dos anjos, segundo as ordens de Deus para Moisés, e servem para na sua beleza inspirar e exortar a alma no amor que Deus sente por nós. As beleza das cores alegra a alma e o toque artístico nas expressões faciais encorajam as virtudes na serenidade de vida dessas pessoas que nos são belos exemplos de vida.

 

Não são os espíritos de seres malignos que estão nas imagens na Igreja Católica, nós recordamos que é o Espírito Santo de Deus que habita de forma indissolúvel nessas pessoas que já viram o Dia do Senhor junto com Abraão. Mas o homem não quer ver a sua imagem junto de Jesus na cruz e por isso não se aproxima de Deus. Ainda precisamos aprender que a crença monoteísta repousa no mistério da unidade que só vivendo o mistério de amor, que se doa por amor, veremos o quanto Deus nos quer próximos como um Pai quer seus filhos em sua Casa.

 

Crer na intercessão dos santos é crer que Deus está em todos nós e em ligação eterna aos que já estão no céu do céu que é a eternidade. É dar testemunho do que Deus projeta para nós no seu mistério de amor e unidade, quando transforma a imagem do homem a transfigurando na imagem de Cristo, nosso Senhor. Essa crença não exclui que há um só Deus e que está acima de nós e não se adora santo, mas o Deus santo que é Espírito e habita em nós. Amamos os santos e os anjos como irmãos que já gozam da visão eterna de Deus e aspirando um dia estar junto com eles.

 

Vimos que as imagens de anjos podiam ser usadas, e na amplitude

da palavra anjo (mensageiro) podemos a usar as imagens dos santos.

 

Encontramos beleza na frase de Gabriel: “Alegra-te cheia de Graça, o Senhor está convosco. Bendita é você entre as mulheres” (Lc 1,28), pois mostra a presença de Deus em Maria e é chamado para todas as formas de vocações. E também no serviço dela proclamado por Isabel: “Bendito é o fruto do vosso ventre” (Lc 1,42) Jesus, e é justamente o chamado ao nome de Jesus o auge da oração. Esta oração muito agrada ao Pai por se reforçar na imagem de Maria o amor ao próximo na presença de Deus nestes e a humildade nesse exemplo de vocação e entrega de si que é Maria.

 

Deus sempre nos educou por meio de muitas histórias preciosas, foi assim na história da criação com Adão e Eva. Hoje vemos claramente que não era exatamente dessa forma, porém aprendemos muito nos valores e ainda mais do que se fosse revelado um tratado científico da evolução naquele tempo. Não seria o mesmo quanto à intercessão dos santos e o amor que Deus derrama em nós? Somente entraremos no Reino de Deus se formos humildes como crianças na aceitação e gratidão de tão piedosa forma de educação. Deus “dá sabedoria aos humildes” (Sl 119,130).

Sabemos que “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo” (1Tm 2,5). O quanto os santos já estão unidos a Cristo? E sabemos que Jesus Cristo é o Senhor e na palavra “Senhor” está a tradução ao grego do Nome de Deus: Javé. Esse santo Nome é invocação ao Espírito Santo e já vimos que é dito em primeira pessoa em: Eu Sou. O nosso Senhor Jesus está ligado de forma indissolúvel ao Espírito de Deus e nos introduz a esta união no Pai.

 

Quando a Igreja canoniza alguém ela reconhece que esta pessoa está na eternidade e chegou lá dando exemplo de santidade para todos nós. E eu entendo ser a primeira canonização a de Abraão, quando Jesus disse no Templo: “Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria” (Jo 8,56). E como já havia dito: “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus” (Jo 8,47), então anunciar um só Pai, como prova de ser legítimo (Jo 8,41), não é coerente numa visão egoísta do Pai, pois nem se vê Jesus Nele. Assim, a unicidade ainda é um mistério...

 

Sabemos que Deus habita em nós e acima de nós, tal como podemos interceder uns pelos outros ao orarmos por Deus, também podemos contar com a oração daqueles que já estão totalmente ligados a Deus. Orar dessa maneira mostra a confiança de Deus estar em nós e que pretende ser tudo em todos, tal como a fé é a maneira de já possuir realidades que ainda não se vêem. Por quê?

a) Só Jesus Cristo é o mediador e nunca estaremos tão juntos com Ele.

b) Jesus é o primogênito e imagem do que seremos, mas nem tanto.

c) Somente Jesus é imagem de Deus, os pequeninos não a trazem.

d) Deus usa destes simbolismos no seu amor para ensinar humildade.

e) Os santos são dotados de todos esses poderes mesmo.

 
 
 

      Atividade

 

Escreva contando uma imagem correta de Deus. Nós já vimos muitas imagens erradas que chegam a ser blasfêmias porque fazer uma imagem de um o surdo que precisa de orações gritando, um justiceiro que anota todas as faltas para punir depois ou de alguém cruel e desmazelado que é o culpado de todo o nosso sofrimento. Basta de tantos absurdos! Este comentário deve ter entre 10 e 15 linhas, coloque o seu nome e outros dados no final para que eu saiba quem foi que o escreveu. Veja, a seguir, os melhores e depois deixe o seu texto no Fórum.

 

A imagem de um Deus educador. Conheço um Deus que nos instrui por muitas formas, usando atividades didáticas em se alimentar de alimentos puros para nos alimentarmos na alma de valores puros, mostra o respeito pela vida humana fazendo o homem a sua imagem. Ele se mostra como uma família: Pai, Filho e Espírito Santo, nos acolhendo com tal profundidade que é um mistério e também uma linda surpresa. Usa de imagens para ensinar e também odeia as imagens que destroem as virtudes que ensina. Isso é coerência e dela exige que sejamos sensatos em nossos corações. Deus educa e educar significa crescer para fora de si mesmo vencendo todo o egoísmo e obscurecimento que vem deste. Deus é amor e luz que vai revelando em cada coração o seu imenso desejo de ter cada um de nós juntinho Dele. Ele conta estas historinhas para as crianças que somos nós sempre com muito carinho. Só as crianças entrarão no Reino de Deus... É edificante ensinar uma abordagem mais coerente em entender que Adão e Eva, Abel e Caim, a Arca de Noé, a Torre de Babel, o Fim do Mundo, até Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa são histórias edificantes que nos aproximam de Deus. Sendo muito bonito quando rasgamos o papel de presente do simbolismo e colocamos a mão no presente, além das coisas visíveis.
Farlei Roberto Mazzarioli. Capela Santa Rita de Cássia. Araçatuba-SP. 13/04/2009.