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      Participando da missa

 

A palavra missa vem do latim ide missa est, que significa vão, estão em missão no mundo para nos “tornamos santos em todo o nosso proceder” (cf. 1Pd 1,15), pois é Deus que nos chama para Ele “ser tudo em todos” (1Cor 15,28). Na missa há a Eucaristia em que Jesus se dá nesse adiantamento de simpatia do projeto de amor e unidade de Deus para conosco. Eucaristia significa ação de graças quando Jesus esbanja esse amor no auge da missa que também chamamos de comunhão.

 

 

A função da Eucaristia no projeto de nossa salvação

 

A missa é a continuação da última ceia tal como Jesus nos pediu e somos fiéis a essa tradição a dois milênios. Mantemos essa liturgia, que significa ação pública, tal como são públicos todos os nossos rituais no cristianismo. Reservamos para esse dia o domingo por ser o dia da ressurreição de Jesus e o primeiro dia de uma nova semana, por ser Cristo a nova e eterna aliança. Contemplamos essa aliança no corpo e sangue de Cristo, “esse mistério é grande: eu me refiro a Cristo e à Igreja” (Ef 5,32).

 

“De fato, eu [Paulo] recebi pessoalmente do Senhor aquilo que transmiti para vocês. Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, o partiu e disse: ‘Isto é o meu corpo que é para vocês; façam isto em memória de mim.’ Do mesmo modo, após a Ceia, tomou também o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que vocês beberem dele, façam isso em memória de mim’” (1Cor 11,23-25).

 

O pão e o vinho que demonstram a união de Cristo conosco

 

 

Nesse sacrifício somos unidos a Cristo e levados a intimidade do Pai na eternidade, assim sabemos que nós, nessa unidade “embora muitos, somos um só corpo, pois participamos todos desse único pão” (1Cor 10,17). Deus “fez chover sobre eles o maná, deu-lhes um trigo do céu” (Sl 78,24). O maná é o pão do “céu”, enquanto a Eucaristia é o pão vivo que nos introduz ao “céu do céu”. Assim o maná, tal como a Lei, foi provisório e útil para nos aproximar de Deus, mas é Jesus o pão definitivo, pois “o pão de Deus é aquele que desceu do céu e que dá a vida ao mundo” (Jo 6,33).

 

Os anjos sempre demonstraram o valor do sacramento eucarístico

 

Tal como Jesus nos disse categoricamente: “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim nunca mais terá fome e quem acredita em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35). Pertence a Cristo a autoridade, como cabeça da Igreja, de nos unir ao seu corpo e assim Ele “plenifica tudo em todas as coisas” (Ef 1,22-23). Nele toda a família celeste é unificada junto do Pai, que enviou o seu Filho único para nos salvar e nos reconciliar com seu perfeito amor. No qual nenhum cristão deve perder essa oportunidade!

 

A tradição de ofertar o pão e o vinho já se encontrava em Melquisedec (Gn 14,18) e recebe um novo contexto nos pães sem fermento do êxodo, finalmente, com Jesus tornam-se o seu corpo como sacrifício definitivo na cruz. Assim apresentamos ao altar “o fruto do trabalho do homem” e por ação do Espírito Santo essa substância é aceita por Deus, nos lembrando de Abraão oferecer o seu filho e a humanidade receber o Filho de Deus como nosso salvador. O que oferecemos no ofertório?

a) Nossa dor como perfume que sobe aos céus no agrado de Deus.

b) Os dons que recebemos para termos mais prosperidade material.

c) Graças e louvores, cantando vigorosamente na consagração.

d) Nosso dinheiro para este ser multiplicado pelo poder de Deus.

e) Nossas vidas para serem transfiguradas no amor de Cristo.

 

Por meio de missa somos chamados para uma profunda unidade com Deus, em quem encontramos a plenitude do ser. Por outro lado temos que o nada absoluto é descrito como o inferno. Quem vive só para aproveitar o momento ciente de que logo morrerá e não aproveitará mais nada é porque tem a certeza de ir para o inferno. No céu não há espaço para a preguiça. Lugar de inútil é no inferno! E como o inferno é o nada absoluto, nada mais coerente do que quem só faz nada ir para o nada.

 

    

O cristão preguiçoso tem alegria fugaz e descontentamentos freqüentes

 

A missa é um encontro com Deus e não um simples evento divertido, assim ela exige compromisso e objetivos que não sejam egoístas. Tem gente que espera horas em pé para um show musical sem reclamar, fazendo esse sacrifício pelo prazer do show, mas Deus não lhe vale o mesmo, na prática, porque reclama de tudo na missa. O problema não está em missas mais empolgantes, que é bom, mas dentro da pessoa que precisa adorar a Deus de verdade, ou seja, amá-lo acima de todo o resto. 

 

Nós acreditamos que naqueles pão e vinho consagrados, “Cristo tenha querido ficar presente à sua Igreja desta maneira singular” (CIC 1380). Esta crença é o dogma da transubstanciação, quando o pão e o vinho se convertem no corpo e no sangue de Jesus Cristo no projeto de nossa salvação. O podemos dizer sobre isso?

a) É o mais lindo simbolismo do cristianismo.

b) Jesus nos espera neste sacramento de amor.

c) A comunhão é o sacramento de reconciliação.

d) Por isso que a comunhão é no início da missa.

e) Só se comunga na absoluta ausência de pecado.

 

Meu jovem, o mau gosto de só querer dormir o tempo todo é uma expressão de não gostar de existir. Esse vazio interior é a falta de Deus e se fica fugindo por estar sendo incoerente com a sua própria natureza. Se você é aquilo que come, então sem um alimento espiritual a sua alma vai se desnutrindo até ao nada. Aceite logo que quem foi criado por amor em generosidade só será feliz nessa mesma semelhança ao Criador. Limpe essa cara e assuma a responsabilidade de ser feliz.

 

Entendendo a organização das partes da missa

 

A missa é uma forma de celebração, tal como um aniversário, formatura, casamento, mas é muito mais especial por ser culto religioso. Nela ocorre a leitura das Sagradas Escrituras, como os judeus faziam nas sinagogas, e o sacrifício do pão e do vinho, como se fazia no templo de Jerusalém pelos sacerdotes. Tal como toda forma de celebração também há uma abertura e uma finalização que emoldurem o evento na atenção de que ele necessita e lhe diz respeito.

 

 

A missa começa nos Ritos Iniciais, em que o celebrante saúda toda a comunidade invocando a Santíssima Trindade cantando:  “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. É momento de acolhimento e respeito na presença de Deus. Fazem parte:

   1. Canto de entrada: nos ajuda a rezar e sentir o valor da celebração.

   2. Saudação: o padre saúda a comunidade e anuncia a presença de Deus.

   3. Ato penitencial: encaramos a nossa condição de pecadores.

   4. Glória: canto de louvor a Deus confiantes na Sua misericórdia.

   5. Oração do dia: o padre expões as intenções e se responde “amém”.

 

Depois começa a Liturgia da Palavra com a leitura de passagens definidas pelo missal e já organizadas no folheto. No tempo de Jesus eram feita leituras nas sinagogas e também as cartas apostólicas do Novo Testamento eram lidas em comunidade. E nós continuamos essa tradição dessa forma:

   1. Primeira leitura: normalmente passagem do Antigo Testamento.

   2. Salmo de resposta: canto que ajuda a entender a passagem.

   3. Segunda leitura: passagem do Novo Testamento no contexto.

   4. Aclamação ao Evangelho: canto de preparação ao Evangelho.

   5. Evangelho: leitura das palavras de Jesus, feita pelo padre.

   6. Homilia: quando o padre explica as leituras à comunidade.

   7. Profissão de Fé: rezamos o Creio e expressamos a nossa fé.

   8. Oração dos fiéis: pedidos pela comunidade e o mundo todo.

 

O momento mais solene é a Liturgia Eucarística quando apresentamos o nosso ser e nosso esforço a Deus. Neste contemplamos a transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo em continuação a seus dizeres na última ceia. Cada missa é uma refração dessa única missa ao longa de toda a história. Nesta comunhão há o mistério de amor que aponta para a união de Deus anseia por todos nós.

   1. Preparação das oferendas: apresentamos o que somos e

       o fruto de nosso trabalho, nisso se passa a cestinha da coleta.

   2. Oração Eucarística: quando acontece a transformação do pão

       e do vinho no corpo e o sangue de Cristo.

   3. Comunhão: quando vamos ao altar receber a Eucaristia.

 

A tradição da Igreja ensina das figuras do Antigo Testamento que “o dilúvio e a arca de Noé prefiguram a salvação pelo batismo” (CIC 1094) e sabemos que a páscoa já mostrava a ressurreição de Jesus nos levando da morte para a vida, de forma definitiva do que ocorreu na passagem da escravidão do Egito para a liberdade. Nessas mesmas figuras qual parte do Antigo Testamento melhor mostrava a Eucaristia?

a) O dízimo entregue por Abraão para Melquisedec.

b) O batismo do rei Davi no monte Tabor.

c) As oferendas das melhores verduras de Abel.

d) O pão que vinha do céu e era chamado de maná.

e) Jesus multiplicando pães e peixes.

 

 

Após a comunhão ocorre os Ritos Finais, quando o celebrante termina com uma oração de agradecimento pelo sacrifício de Jesus em favor de nossa salvação, dá os recados da paróquia e despede a todos com a benção final. Essa parte é rápida, mas deve-se ter a educação de esperar o celebrante antes de sair da missa.

   1. Oração pós-comunhão: agradecemos por termos participado da celebração.

   2. Avisos comunitários: são informados eventos da nossa comunidade.

   3. Benção o padre abençoa a comunidade reunida na celebração.

   4. Despedida: o padre se despede da comunidade que vai em missão ao mundo.

 

Talvez você já tenha percebido as várias cores da casula (manto) ou estola sobre a túnica branca do sacerdote. Elas ajudam a contextualizar a celebração ao momento do ano que recordamos na missa. As principais cores são o branco, o verde, o vermelho e o roxo, mas existem o rosa e o preto que são usadas muito raramente. Celebrar os aniversários de eventos históricos se origina com a celebração da páscoa (passagem) da escravidão do Egito para a liberdade no êxodo.

   

 

Vivenciando a celebração da santa missa de coração presente

 

A palavra celebração significa tornar célebre, ou seja conhecido, a ação comunitária de anunciar o mistério da páscoa: a salvação da humanidade por Nosso Senhor Jesus Cristo no seu sacrifício. Na qual o participante da missa deve ser ativo nesta doando o seu ser na celebração e ter a consciência de entender o que está acontecendo. Estar de coração presente faz crescer na adesão a Deus e no compromisso missionário em toda a comunidade. Assim a missa será viva, envolvente e não repetitiva!

 

 

É a nosso postura que define o como recebemos a missa

 

Toda celebração litúrgica manifesta a aliança de salvação que temos com Deus e se manifesta por palavras, gestos, sinais e símbolos. Essa linguagem que ultrapassa as palavras estabelece um contato interpessoal de grande valor educativo. Como exemplo temos que uma rosa na floricultura não é um símbolo, mas quando é dada a pessoa amada ela demonstra o amor e a recepção que esse sentimento tem no coração de quem a oferece. A missa é um gesto de no amor e recepção a Deus.

 

Dentre as mais diversas formas de apostolado a caridade sempre foi “haurida sobretudo na Eucaristia” (CIC 864). Toda a Igreja é movida pela Espírito Santo ao socorro material de seus membros, tanto sacerdotes como leigos, como conseqüência do amor que nos une. O que nos lembra Cristo ser nosso alimento?

a) Ser solidário ao irmão que passa fome material e espiritual.

b) Ser o auge de nossa caridade orar pelos famintos do mundo.

c) A cestinha da missa já supre toda a nossa participação.

d) A caridade é uma função exclusiva do clero e não minha.

e) Definimos uma cota de caridade de 10% como resposta.

 

A missa nem sempre é alegria e festa, pois no tempo da quaresma nos recolhemos em reflexão e acompanhamos no coração o sofrimento de Jesus. Isso nos ajuda a ficar mais sóbrios na preparação para festa da páscoa, tal como se faz a revisão em um carro antes da viagem. Isso porque queremos uma alegria sincera na páscoa e que tenha motivos e alicerces reais para a alegria de nossa salvação. Assim vemos esses momentos de seriedade como a construção dos momentos de alegria.

 

A música na missa tem o caráter solene de conduzir o espírito aos devidos sentimentos da celebração. Não é a sua função apenas gerar o contexto emocional que agrade, console ou faça chorar nesse momento. Queremos uma missa alegre e envolvente, mas não a qualquer preço. O ritmo e a mensagem devem participar do mesmo significado de toda a celebração em um humilde serviço a Jesus Cristo. O auge da celebração sempre é Jesus Cristo. Assim a música é a voz ao coração que guia ao Senhor.

 

 

Quando vamos a um evento que consideramos importante colocamos a nossa melhor roupa e a missa é o mais importante dos eventos! Porém apenas vá vestido de forma respeitosa para não se distrair da vestimenta do coração. Muitas pessoas já deram atenção demais a roupa e pouco sobrava para a celebração, negligenciando justamente o mais importante. Além de fazer se sentir mal muitos que possuem poucos recursos financeiros e não podem dar a mesma atenção ao vestuário.

 

Missa é lugar de respeito e não se cabe usar roupas que não caberiam em nenhum outro lugar também, já que nem cabem no próprio corpo. Não é lugar de mascar chicletes e muito menos de deixá-los colados debaixo do banco da igreja. Isso é uma grande vergonha e se nós não víssemos tantos nem seria preciso lembrar disso aqui. A missa é um evento em prol de nossa salvação e não um lugar para aumentar os nossos pecados... Ou você vai ficar conversando na hora da homilia?

 

     É por isso que eu fico em casa numa boa... Não é melhor assim?

 

Se você acha isso muita exigência, então pense um pouco, você não se incomodaria se o médico que lhe operasse o coração ficasse distraído e negligente? Pense um pouco mais, se dois colegas seus de escola fossem médicos e você fosse escolher um deles para lhe operar. Um era o nerd da turma e o outro era o cara legal e brincalhão que só colava e vivia tranqüilo, qual você escolheria? Quando queremos sabemos reconhecer o valor da disciplina, o que falta é a decência de ser firme nela.

 

Na missa o médico que opera o nosso coração é Jesus Cristo. Quando queremos que Ele tenha êxito nós ficamos quietinhos para ajudá-lo na operação de nossas almas. A sua infinita misericórdia cura a miséria de nosso coração, mas não ultrapassa o nosso livre-arbítrio de levar a sério o seu trabalho. Ainda mais quando nós temos condições de sobra para entender o quando é importante essa operação. Então vá para a missa e leve o seu coração junto que o médico está esperando por ele. Rápido!

 

Os cristãos se reúnem para a missa e no lugar do padre é o próprio Cristo “quem preside invisivelmente toda Celebração Eucarística” (CIC 1348). Porque o sacerdote age in persona Christi na consagração, de forma que é Cristo quem age por meio do sacerdote. Então qual é a função exata do sacerdote na consagração eucarística?

a) Apascentando as ovelhas de Jesus como este mesmo pediu.

b) Simbolizando Jesus Cristo na última ceia entre os apóstolos.

c) Agindo em representação de Cristo, que é a cabeça da Igreja.

d) Sendo o próprio messias encarnado com toda a sua autoridade.

e) Entrar em êxtase na sincronia espiritual com Jesus Cristo.

 
 
 

      Atividade

 

A missa mexe nos nossos corações que são elevados a Deus, de modo especial quando estamos em comunhão com nossos irmãos. Deixe um depoimento do que é a missa para você e como ela se fez importante na sua vida como um todo. Este comentário deve ter entre 10 e 15 linhas, coloque o seu nome e outros dados no final. Veja, a seguir, os melhores e depois deixe o seu texto no Fórum.

 

A missa sempre me foi importante e apenas isso. Escutar a leitura da Bíblia e a explicação do padre faziam algum sentido, mas na Eucaristia apenas acreditava por assim saber de outros. Esse valor não era próprio de mim. Queria que fosse apenas isso, mas, tal como outras coisas, me fez sentido nesses últimos anos o sinal de como Deus quer estar unido a todos nós. Eu não tenho sensibilidade artística de sentir a beleza de uma missa, mas a presença concreta de Jesus é capaz de provocar um sentimento único e tenho a certeza de ser além de mim mesmo. Até em uma mente racionalista a Eucaristia pode conquistar o nosso ser. Todos os simbolismos presentes na missa são um linda forma educativa de nos aproximar de Deus e esta beleza intelectual sou capaz de sentir. Principalmente nas leituras que se abrem em uma multiplicidade de significamos mostrando o mistério do amor e da unidade.
Farlei Roberto Mazzarioli. Capela Santa Rita de Cássia. Araçatuba-SP. 02/11/2009.