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      Guerra nuclear

 

A inteligência humana traz em si potencial que ultrapassa a sua própria imaginação, tanto para o bem como para o mal. Não existe neutralidade na ciência e nós vimos isso ao criar a tecnologia capaz de destruir a humanidade, tal como a conhecemos ou talvez a sua própria extinção. É um paradoxo que a inteligência gera tanta falta de inteligência, ou seria então uma demonstração de como a nossa inteligência ainda é repleta de falhas tão perigosas? Defender uma paz verdadeira é zelar pela justiça.

 

 

Construindo uma nova arma de poder incomum

 

Antes da 2ª Guerra Mundial os cientistas já imaginavam que a recém descoberta dos átomos permitira a criação de uma bomba. Com medo que os nazistas a construíssem primeiro os EUA se lançaram nessa empreitada. O marco inicial foi quando Einstein foi convencido pelo húngaro Leo Szilard a assinar uma carta ao presidente, em 1939, recomendando construir a bomba. Assim nasceu o projeto Manhattan, liderado pelo físico Julius Robert Oppenheimer, considerado o pai da bomba atômica.

 

 

Fotos de Einstein assinando a carta e de Oppenheimer. A física muda o mundo...

 

A primeira bomba atômica do mundo foi testada no deserto de Los Alamos, Estado do Novo México, EUA, em 16/07/1945, com poder de 18,6 quilotons de TNT. Esse nível de bomba exige ser comparada a toneladas de dinamite (4,18 gigajoules), assim temos 18,6 mil toneladas de dinamite. Levantou-se uma fumaça ardente na forma de cogumelo que alcançou 12 km de altura. Essa bomba foi nomeada de Trinity, por Oppenheimer ao pensar em dois poemas religiosos, um deles diz: “Batalha meu coração, três pessoas de Deus”, em referência a Santíssima Trindade.

 

Durante a 2ª Guerra Mundial os japoneses haviam feito um tratado de amizade com os americanos, mas logo depois os atacaram pelas costas em Pearl Harbor. Então os EUA se lançaram contra os japoneses e quando a guerra estava acabando e o Japão teimava em não se render os EUA decidiram usar a bomba atômica, que acabara de ficar pronta, com o sólido argumento de não permitir a morte de mais jovens americanos. Assim ficou decidido os filhos de quem iriam morrer. Isso é uma lógica de guerra, capaz de justificar o injustificável numa ilusão, quando a guerra não é só legítima defesa.

 

    

O bombardeiro B-29, pilotado por Paul Tibbets, que lançou a bomba em Hiroshima.

 

No início das pesquisas do Projeto Manhattan a bomba deveria ser de urânio, mas foi descoberto o plutônio e que este também serviria. Então tentaram com os dois tipos de bomba, que ficaram prontas ao mesmo tempo. A bomba de Hiroshima era de urânio e se chamava Little Boy, que significa “garotinho” e foi lançada em 06/08/1945. Uma bala de urânio-235 era lançada a 900 m/s contra um orifício no restante do material, que ao todo era 50 kg. Apenas 1 kg sofreu a fissão nuclear, onde 1 g virou energia segundo a equação E = m.c2 e matou 70.000 pessoas no momento da explosão.

 

   

Bomba atômica Little Boy, lançada sobre Hiroshima. Tinha 3,2m por 71 cm, com 4 toneladas.

Você também pode conhecer mais sobre a história da bomba atômica no Fantástico.

 

Com a demora do Japão em se render Nagasaki foi atacada em 09/08/1945 com uma bomba de plutônio chamada Fat Man, “homem gordo”. A carga de 6,4 kg de plutônio recebeu 32 explosões de dinamite exatamente simétricas apertando o plutônio até a sua densidade alcançar a massa super crítica, gerando fissão em uma reação em cadeia. Mas como o terreno de Nagasaki era montanhoso, gerou uma destruição menor que Little Boy, matando 40.000 pessoas na explosão. O resíduo radioativo das duas bombas e as queimaduras mataram muitos, somando mais de 200.000 mortes.

 

Bomba Fat Man, lançada em Nagasaki. Tinha 2,34m e diâmetro de 1,52m, 4,5 toneladas.

Você também pode conhecer sobre a bomba atômica em "Como tudo funciona?".

 

Em uma explosão nuclear a radiação gama aquece o ar ao redor, formando uma grande bola de fogo, que sobe como um balão de ar quente. Quando a parte de baixo dessa fumaça começa a cair no chão teremos a forma de um cogumelo. As vítimas serão atingidas pela radiação gama, raios-X, clarão, pulso eletromagnético, onda de choque, som forte, avalanche de gás aquecido e por fim uma chuva de material radioativo. No último filme do Indiana Jones, a Caveira de Cristal, ele se esconde em um lugar para se proteger da explosão de uma bomba atômica, que lugar é esse?

a) A banheira.

b) O automóvel.

c) A geladeira.

d) O armário.

e) O sótão.

 

Uma incomum teoria nos faz imaginar um ataque nuclear relatado na Bíblia, mesmo que isto pareça um absurdo é interessante a semelhança na descrição do texto bíblico com o que realmente aconteceria em um ataque com mísseis carregados de ogivas nucleares. Essa simples semelhança não quer dizer que Sodoma e Gomorra tenham sido destruídas por bombas atômicas. Poderia ser apenas linguagem poética, uma chuva de meteoros ou um sismo, tremor de terra que pode liberar gás metano. Esta região fica sobre uma falha tectônica e sofreu um abaixamento geológico.

 

 

“O sol estava nascendo quando Ló entrou em Segor [após 24 horas saído de Sodoma]. O Senhor fez [ou ordenou aos anjos?] então chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Destruiu as cidades e toda a região, junto com os habitantes das cidades e até a vegetação do solo. Ora, a mulher de Ló olhou para trás [ou saiu da cidade para ver?] e tornou-se uma estátua de sal [foi carbonizada?]. Abraão levantou-se bem cedo e foi até o local onde antes havia estado com o Senhor. Deixando parar o olhar na direção de Sodoma e Gomorra e de toda a região [a sudeste do Mar Morto], viu levantar-se do chão uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha” (Gn 19,23-28).

 

Além de nos perguntarmos sobre a existência ou não de resíduos radioativos na região do Mar Morto ou quem teria tecnologia para fazer isso, uma reflexão sobre ética e moral seria um bom começo. A legítima defesa nos permite o uso de força suficiente para deter o agressor sem desejo de matar e desde que não haja melhor opção. Foi justa a punição sobre Sodoma e Gomorra? Seria em legítima defesa da humanidade? Uma advertência? Essa discussão já ultrapassa por demais os limites da física.

 

As usinas nucleares e o combustível nuclear

 

O minério de urânio é extraído em vários países, com destaque Austrália, Cazaquistão, Rússia, África do Sul, Canadá, EUA e em sétimo lugar o Brasil. Do urânio encontrado na natureza 99,3% é do isótopo 238 e apenas 0,7% é o isótopo 235 que produz reação em cadeia em usinas e bombas atômicas. O processo de separação o urânio 235 dos outros se chama enriquecimento, onde o minério se torna o yellow cake (bolo amarelo) que é transportado e depois é transformado no gás hexafluoreto de urânio, que em uma centrífuga o 235 por ser mais leve fica mais para dentro e é separado.

 

Uma usina nuclear precisa de urânio 235 na proporção de 2,5 a 5% apenas, enquanto um submarino nuclear na ordem de 20% e uma bomba atômica em mais de 90% deste enriquecimento para que funcione. Por isso é tão difícil construir uma bomba atômica! Mas em uma usina nuclear parte do abundante urânio 238 decai para plutônio e esta é a única forma de se obter plutônio, pois este não é encontrado na natureza. Eis a questão estratégica de se construir usinas nucleares, assim é possível obter muita energia para a indústria do país e também material para construção de bombas.

 

 

Nas usinas nucleares o urânio é usado na forma de pastilhas dentro de varetas de aço, que são mergulhadas na água dentro do reator. Essa água absorve a radiação gama emitida na reação de decaimento do urânio, e por isso se chama reator. Então a água chega a temperatura de 320º C sem evaporar por causa da pressão de 157 atmosferas terrestres, depois ela passa o calor para outra água como no radiador de um carro, para que não escape átomos radioativos. Essa outra água que ferve virando vapor, que sob alta pressão move uma turbina, onde outro radiador passa o calor para outra água e finalmente esta é libera a sobra de calor no ambiente naquelas chaminés clássicas.

 

Desenho de um átomo, o símbolo de perigo radioativo e o de perigo biológico.

 

Apesar dos riscos ambientais de acidentes em usinas nucleares o material também pode ser usado na medicina, onde na radioterapia é injetado um composto com boro e que se fixa nos tecidos cancerígenos. Quando um fixe de radiação é liberado na área do tumor o boro absorve mais a radiação do que os outros tecidos, permitindo que o tumor sofra mais o efeito de queimadura da radiação do que o resto do paciente. Esse método é muito violento contra o paciente, mas em um estágio avançado é um risco proporcional e consegue compensar, salvando mais do que matando.  

 

A corrida armamentista da Guerra Fria

 

Os espiões russos conseguiram roubar os planos de construção da bomba atômica, e assim eles conseguiram construir a primeira em 28/08/1949. Na 2ª Guerra Mundial EUA e Rússia eram aliados contra os nazistas, mas somando as diferenças entre capitalismo e comunismo com os interesses expansionistas de ambos uma terrível disputa estaria pela frente, a Guerra Fria. A partir da tecnologia nuclear qualquer guerra que viesse a ser na escala mundial viria a ter um destino trágico e final.

 

Quando temos uma carga de hidrogênio pesado, ou seja, com um nêutron (deutério) ou dois (trítio), que seja envolta com pequenas bombas de plutônio, ao explodir elas irão aquecer e comprimir o hidrogênio a condições idênticas ao núcleo do Sol. Então os átomos de hidrogênio irão se fundir, transformando-se em hélio. Isto libera muito mais energia do que a fissão de urânio ou plutônio. Esta é a Bomba de Hidrogênio, de fusão ou simplesmente Bomba H. A primeira foi americana e detonada em Bikini.

 

Primeira Bomba H, Ivy Mike, explode no Atol de Bikini, Oceano Pacífico, em 01/11/1952.

 

A primeira Bomba H, Ivy Mike, simplesmente fez a ilha Enewetak de 400m desaparecer após a explosão de 10,4 megatons. Ou seja, o equivalente a 10,4 milhões de toneladas de TNT explodindo. Ela formou uma cratera de 2 km de diâmetro no atol de Bikini e seu cogumelo alcançou 37 km de altura. Mas para gerar esse efeito a bomba era tão grande que tinha 82 toneladas. No ano seguinte os russos conseguiram construir a sua primeira Bomba H, o que nos mostra como a corrida armamentista era apertada.

 

A bomba atômica é um mecanismo capaz de provocar uma reação em cadeia na fissão (quebra) ou fusão (junção) de átomos. Esses átomos precisam ter o número certo de nêutrons. Quais são os materiais de fissão ou fusão usados em bombas atômicas?

a) Urânio, plutônio, deutério e trítio.

b) Urânio, hélio, cobalto e plutônio.

c) Plutônio, césio, deutério e lítio.

d) Plutônio, trítio, urânio e cromo.

e) Níquel, cromo, deutério e trítio.

 

A maior bomba do mundo, a Tsar Bomba, que explodiu em 30/10/1961 com 57 megatons.

 

A mais potente Bomba H já produzida foi a Tsar Bomba, os russos a projetaram para ter 100 megatons, mas a explodiram em Nova Zembla, oceano ártico, com 57 megatons por causa da poluição radioativa que geraria. A bomba tinha 8 m de comprimento, 2 m de diâmetro e 27 toneladas, o que não é prático para uma batalha e foi criada mais para propaganda do que para ser usada, tal que não foi feita outra igual. Ela explodiu com 10 vezes o poder de todas as armas da 2ª Guerra e ainda é fraca ao ser comparada com o asteróide que matou os dinossauros, de 100.000.000 de megatons.

 

Ao longo da Guerra Fria foram feitos muitos testes, e poucos depois, os mais recentes foram os da Índia e Paquistão em 1998 e da Coréia do Norte em 2006 e 2009. Eis o número total de testes: 1050 dos EUA, entre 715 e 969 da Rússia, 210 da França, 45 da Inglaterra, 45 da China, 5 ou 6 da Índia, entre 3 e 6 do Paquistão e 2 da Coréia do Norte. O gráfico a seguir indica uma estimativa do arsenal nuclear mundial, realizada no ano de 2009 pelo Center of Defense Information e Nuclear Threat Iniciative. E isso porque várias bombas já foram desativadas em acordos entre os EUA e a Rússia.

 

 

“Não sei como será a terceira guerra mundial, mas a quarta

tenho certeza que será a pau e pedra” (Albert Einstein).

 

O Tratado de Não Proliferação (TNP) de armas nucleares estipula que apenas 5 países possam manter as suas armas e não produzir mais, os que aderirem se comprometem a nem se quer começar a ter. Esses 5 países são: EUA, Rússia, Inglaterra, França e China. Acordos para se desativar as bombas e reduzir o arsenal existem, tanto que em 2010 os EUA declaram possuir 5.113 ogivas posicionadas ou em reserva, a Inglaterra também admitiu ter 225 ogivas. O que são valores dentro das estimativas.  

 

Uma bomba atômica tem a energia medida em 1000 (quilo) ou 1.000.000 (mega) toneladas de dinamite (TNT), qual a ordem de grandeza das bombas citadas nesse texto que sejam de fissão e de fusão, respectivamente?

a) De 6 a 50 quilotons e de 20 a 50 megatons.

b) De 4 a 20 quilotons e de 5 a 57 megatons.

c) De 5 a 15 quilotons e de 100 a 500 megatons.

d) De 1 a 20 quilotons e de 10 a 100 megatons.

e) De 7 a 18 quilotons e de 9 a 57 megatons.

 

Uma bomba atômica, de fissão ou fusão libera radiação gama, que aquece o ar e gera a explosão de que já vimos, mas também tem o Pulso Eletromagnético (PEM), que é gerado pela ionização do ar com a explosão e é capaz de destruir os componentes eletrônicos a uma distância maior. Assim quanto melhor for a blindagem metálica maior é proteção contra isso, e como exemplo o Força Aérea 1, o avião do presidente dos EUA, foi projetado para ser imune a esse efeito. Lógico que ele não é aprova de bomba nuclear, mas desse efeito distante sim.

 

O mais moderno tipo de bomba atômica já inventado foi a Bomba de Nêutrons, onde uma Bomba H é modificada com uma proteção de cromo ou níquel que dificulta bem a absorção de nêutrons no interior da bomba, permitindo que estes escapem. O potência de explosão é diminuída significativamente para ter maior emissão de nêutrons e raios-X, o que destrói menos as construções e é mais mortal para os organismos vivos. Assim uma bomba tática (de baixa potência para campo de batalha) pode ser usada contra soldados inimigos no próprio país, ao explodir bem alto, não destruiria os prédios.

 

   

 

O conceito da bomba de nêutrons foi criado em 1958 nos EUA e a primeira só foi feita em 1963, mas poucas foram criadas e todas foram destruídas depois. Além dos EUA somente a França também realizou um teste desse tipo de bomba em 1980. É provável que outros países tenham chegado nessa tecnologia, mas com o fim da Guerra Fria os gastos gigantescos com a pesquisa nuclear não compensam mesmo que o acordo de não proliferação de armas nucleares não venha a ser levado a sério.

 

A turbulência na corrida espacial e a crise dos mísseis em Cuba

 

O primeiro satélite artificial foi lançado pelos russos, o Sputnik I, em 04/10/1957, que tinha 58,5 cm de diâmetro, 83,5 kg e emitiu sinal de rádio entre 20 e 40 MHz durante 22 dias, até se esgotarem as suas baterias. Escute esse som, clicando aqui. A sua órbita durava 96,17 minutos com altura variando entre 947 e 228,6 km. E isso apavorou os americanos porque se os russos podiam pôr um satélite em órbita, então podiam lançar uma bomba atômica em qualquer lugar do mundo em questão de minutos!

 

            

 

Um mês depois do Sputnik I foi lançado o Sputnik II, carregando o primeiro ser vivo ao espaço, uma cadela de rua capturada em Moscou e chamada Laika. Ela era de uma raça siberiana que significa “que ladra”, tinha 3 anos e 6 kg. Foi lançada em 03/11/1957 em viagem só de ida, sendo que alguns ingleses fizeram um protesto no momento que calcularam quando ela morreria de fome. Porém ela morreu bem antes, algo entre 5 a 7 horas após o lançamento por causa do estresse da decolagem e do superaquecimento, ou seja, virou hot dog. Pelo menos forneceu dados... 

 

 

O primeiro homem a ir para o espaço foi Yuri Gagarin em 12/04/1961, por apenas 48 minutos dos quais ele relatou: “a Terra é azul”, e “olhei para os lados, mas não vi Deus”. Ainda em 1961 o presidente americano John F. Kennedy prometeu “enviar homens à Lua e retorná-los a salvo”, o que se tornou realidade com a Apollo 11 quando pousaram na superfície lunar em 20/07/1969. Isso gerou a NASA, cuja finalidade de exploração espacial alimentou a tecnologia americana e toda ciência a nível mundial.

 

Em outubro de 1962 os EUA descobriram, por fotos aéreas a construção de cerca de 40 silos em Cuba, a 150 km do seu país, para instalação de mísseis nucleares. Os russos já estavam mandando os mísseis por navio... Isso aconteceu por causa dos americanos terem instalado mísseis nucleares na Turquia e por tentarem invadir Cuba em um golpe de Estado com dissidentes cubanos, ambos em 1961. O presidente Kennedy teve que retirar os mísseis da Turquia para os russos recuares e essa crise dos mísseis em Cuba que durou 13 dias quase iniciou a Guerra Mundial em 1962.

 

A cadela Laika, o primeiro ser vivo mandado ao espaço foi mandada em viagem só de ida, porque seria muito caro trazê-la de volta e também podemos imaginar que tenha sido um sinal que os russos estavam dispostos para uma guerra sem piedade se assim fosse preciso. O fato é que o suporte a vida de Laika tinha mais de 500 kg, algo capaz de levar uma bomba atômica daquela época. Foguetes e mísseis maiores viriam! Quando mandaram Yuri Gagarin para o espaço, quais eram as segundas intenções?

a) Exploração espacial e progresso da humanidade.

b) Propaganda militar, tecnológica e ideológica.

c) A busca por Deus, que é a essência do comunismo.

d) A mineração de urânio nos asteróides.

e) Entrar para o Guiness Book.

 

Os conflitos atuais e o perigo do terrorismo nuclear

 

O programa nuclear iraniano afirma construir usinas nucleares para produção de energia elétrica e desenvolver a medicina de seu país. Sem sombra de dúvida o Irã, nação que descende dos antigos persas, é uma potência militar na região que não tem a temer os seus próprios visinhos. O presidente Mahmoud Ahmadinejad tem um discurso anti EUA e Israel, como é vantajoso em sua cultura e obviamente quer ter formas de defesa que inspirem respeito, mesmo sem a capacidade de enfrentar uma guerra total.

 

  

O Irã afirma usar a tecnologia nuclear com fins pacíficos, ou seria distração tática?

 

Os mísseis iranianos testados em 2009 já possuem alcance de 2.000 km e Israel está a apenas 1.000 km do Irã. Isso é preocupante e conquista o objetivo deles: serem levados a sério. O perigo maior não é uma guerra declarada, mas o dano de material nuclear ser entregue nas mãos de terroristas, tanto de uma bomba nuclear ou de uma bomba suja. Esta última é quando um pouco de material radioativo, como urânio, plutônio, césio ou cobalto, é colocado em volta de dinamite e com uma explosão comum lança o material radioativo no ambiente, matando com a contaminação.

 

 

Outro grande problema é a Coréia do Norte, dirigida por Kim Jong-il, e que insiste na animosidade contra a Coréia do Sul, com o desejo de fritá-la com bombas nucleares. O doutrinamento da população, que nesse caso é lavagem cerebral, dificulta as manobras que possam interferir na política interna e a raiz comunista ajuda a conseguir apoio da Rússia e da China para evitar conflitos, o que deixaria essas duas potências em papo de aranha. Tal contexto políticos torna a situação espinhosa e um conflito aberto traria grande risco de um conflito local se tornar um conflito global.

 

O presidente Kim Jong-il e o clima comunista na Coréia do Norte representa perigo.

 

Os mísseis da Coréia do Norte são capazes de colocar satélites em órbita e somando ao clima da paranóia comunista eles seriam capazes de usá-los caso se sintam acuados. Ter bombas atômicas lhe dão uma sensação de segurança, principalmente no seu contexto psicológico, visto que eles fizeram um teste em 2006 de 1 quiloton e outro em 2009 de 10 a 20 quilotons. Lembre-se que o país é rico em minas de urânio e possuem várias usinas nucleares, o que facilita em muito a produção de bombas atômicas. 

 

Albert Einstein assinou a carta recomendando a construção da bomba atômica por causa do perigo nazista, mas ele nunca ajudou na construção e também teve uma ação muito positiva contra a corrida armamentista, tal como nós vemos em uma frase sua: “Não sei como será a terceira guerra mundial, mas a quarta tenho certeza que será a pau e pedra”. O que Einstein quis dizer com essa frase?

a) O pulso eletromagnético vai destruir todos os aparelhos avançados.

b) As bombas de nêutrons reduziriam tudo a construções inanimadas.

c) As baratas dominariam o mundo e evoluiriam usando paus e pedras.

d) Porque não sobraria pedra sobre pedra com o fim do mundo.

e) Se sobrar algo da terceira guerra, não será mais do que dois homens.

 
 

      Atividade

 

Faça um bilhete de 10 a 15 linhas sobre armas nucleares para um chefe de Estado nos dias de hoje, discutindo o uso delas com argumentos que demonstrem que você leu todo esse texto e aprendeu alguma coisa.  Não esqueça de colocar o seu nome, número e série para que eu saiba quem foi que o escreveu. Veja, a seguir, os melhores e depois deixe o seu texto no Fórum.

 

Caro primeiro ministro Vladimir Putin, as relações da Rússia com o Irã e a com Venezuela, no apoio da construção de usinas nucleares, está alimentando perigosamente o acesso de nações que não gozam da prudência que a Rússia tinha durante a Guerra Fria. Mesmo defendendo uma proposta totalmente antagônica ao comunismo reconheço a inteligência russa e capacidade de articulação em situações de extrema dificuldade, como vimos na perestroika e glasnost. A manobra política da Rússia durante o teste nuclear da Coréia do Norte ajudou a evitar um conflito entre a Coréia do Norte e os EUA, tal como também trouxe vantagens comerciais ganhas na União Européia. Uma nação do porte da Rússia se sairia mais vantajosa ao evitar ficar em posição desajeitada ao lado de uma nação sem noção, que os levaria para uma guerra que nem mais pertence a vocês. Se aliar a pequenos contra um grande, como ensina Maquiavel não seria a melhor escolha na conjectura de não ter mais inimigos. É muito risco por pouco ganho. Eu lembro da queda do muro de Berlim em 09/11/1989 e conheci pessoalmente o brasileiro que subiu ao espaço em uma nave russa em 30/03/2006, o astronauta Marcos César Pontes. Sei que o mundo fica melhor nessa abertura e participação, e tal como você, desejo que continue assim. 
Farlei Roberto Mazzarioli. www.farlei.net. 18/01/20011.

 
Caros membros da ONU, estou aqui para falar algo que atinge ao mundo inteiro, o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que entrou em vigor em 1970, permite que apenas cinco países mantenham o seu arsenal, EUA, Rússia, China, Reino Unido e França. Desde que não repassem para outras nações. Agora analisando esse tratado o que tem de errado com ele? E o porquê nem todos assinaram? Paquistão, Índia e Corria do Norte possuem armas e se imagina que Israel também. Esse tratado não possibilita mais países a ter armamentos nucleares, mas possibilitam os 5 países a ter. Ele não deveria permitir que país algum mantivesse armamentos nucleares, pois se dois desses países entrarem em conflito quem pode afirmar que eles não vão usar seus armamentos? E as pessoas dos outros países poderiam ser atingidas no fogo cruzado e não poderem se defender? Há ou não há coisas erradas com esse tratado?
Débora Niemoto, 3º A. Lopes Borges. 28/02/2011 00:39hs.

 
Estimado Sr. Barack Obama, venho por meio deste parabenizá-lo por aderir e ratificar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, afinal como sabemos a inteligência humana está tomando caminhos no mínimo malignos. Não excluo meus parabéns, porém tenho conhecimento que vossa nação é uma das que mais possuem artefatos nucleares. Sei que os EUA, Rússia, Reino Unido e França se comprometeram em reduzir seus armamentos, mas será que reduzir é o bastante? Qual é o objetivo de produzir bombas nucleares a não ser explodi-las em algum lugar? Sei que vocês, superpotências, não concordariam em desativar todos seus artefatos nucleares, a explicação seria simples: “Minha nação se tornará insegura, uma vez que corre o risco de ser atacada por um país que foi desleal”. Portanto, o senhor que ganhou o prêmio Nobel da paz poderia avançar às restrições aos EUA e também às demais grandes potências visando o bem comum a nível mundial. Vejo nesta a solução mais viável e inteligente.
Fernando de Souza Silva, 3º A. Lopes Borges. 27/02/2011 14:32hs.

 
Excelentíssimo Senhor Presidente Mahmoud Ahmadinejad, venho refletir como as bombas nucleares são um perigo para os cidadãos do mundo inteiro. Todos sabem que o senhor nunca terá bombas suficientes para acabar com todos os seus inimigos, mas sabemos também que as bombas das superpotências são muito mais fortes e poderiam deixar o planeta sem humanidade. Por isso venho pedir que não brigue com os países inimigos e faça o máximo para não usar a sua quantidade de urânio para fins não pacíficos, pois se esse material acabar caindo em mãos (mais) erradas o mundo que vocês sonham no Irã não nunca existirá, ao se desencadear conflitos nucleares. Tanto a humanidade como a criação também sofrerão por não mais terem uma chance de encontrar a paz, mesmo em um país de paz. Sirva de exemplo para os outros países do mundo, que assim talvez eles se espelhem e façam o mesmo ao senhor.
Tamires Daniele de Oliveira, 3º A. Luiz Gama. 26/02/2011 17:57hs.
 
Excelentíssimo Senhor Presidente Kim Jong-il sei de seu conflito contra a Coréia do Sul, sua reação pode vir a gerar um grande conflito global, não é necessário agir com violência usando bombas nucleares. Todos nós sabemos dos grandes estragos que as armas nucleares já causaram e podem causar. Einstein por sua vez já citou: "Não sei como será a terceira guerra mundial, mas a quarta tenho certeza que será a pau e pedra". Creio que Vossa Excelência deveria rever seus conceitos e estratégias, pois com o alto poder destrutivo dessas armas haveriam muitas mortes de ambos os lados, por exemplo, só a velha bomba Little Boy matou 70.000 pessoas em Hiroshima. Hoje em dia tudo esta ainda mais avançado que isso nos outros países. Sei que a Coréia do Norte é um país rico em minas de urânio e possuem várias usinas nucleares, mas nem se compara. Portanto, use o potencial do seu país com coisas mais proveitosas do que causar tragédias e destruição, use o seu título para honrar a sua nação ao invés de destruí-la nessa rivalidade.
Julia Ramos Carrijo, 3º A. Luiz Gama. 26/02/2011 16:43hs. 


Excelentíssimo senhor presidente Mahmoud Ahmadinejad, é por meio da presente que venho alertar-lhe dos riscos aos quais expõe sua nação (ou talvez toda a humanidade), com a intenção iraniana de armas nucleares. Sei que vossa excelência declara que faz uso de material radioativo (urânio) unicamente como forma de obtenção de energia, mas todos sabem (ou deveriam saber) que vossa excelência utiliza isso como pretexto para produzir armas nucleares, a fim de atacar (ou apenas intimidar) os EUA e Israel. O uso de tais armamentos poderia desencadear uma reação de nível semelhante por parte dos EUA (que em 2010 declarou possuir ter 5.113 bombas atômicas) e também de Israel (que se estima ter de 100 a 200 bombas nucleares). Com isso, poderia iniciar a 3° guerra mundial. Devemos tomar como exemplo Hiroshima e Nagasaki, na 2ª guerra, para se ter idéia de quão catastróficos seria um conflito nuclear. Isso porque além das mortes causadas no momento da explosão, há também queimaduras que não cicatrizam, e, em longo prazo câncer, devido à contaminação por material radioativo. Agradeço por sua atenção, e peço-lhe que aja com prudência, afinal, de certa forma, o futuro do planeta (ou de pelo menos parte dele) pode ser melhor ou pior dependendo de suas escolhas.
Alexandre Henrique Mantovan, 2º B. Lopes Borges. 29/04/2011 21:38hs.
 
Ilustríssimo Senhor Presidente Dmitri Medvedev, venho por meio desta discutir um assunto no qual continua envolvido o futuro da humanidade. Nós sabemos que a vossa nação, a Rússia, junto com os EUA, o Reino Unido, China, e a França são os maiores detentores de armamento nuclear. Quero lhe chamar a atenção, mesmo conhecendo o assunto melhor do que eu, ao fato de que as conseqüências acarretadas pelo uso deste tipo de armamento muito ameaçam a vida na Terra. Se algum dia a situação política atual regredir e vier a existir uma 3ª Guerra Mundial, temo pela existência humana; pois apesar dos chefes de nação de tais países terem assinado o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), sempre devemos considerar o risco de uma possível guerra ter inicio e penso no que Einstein disse: “Não sei como será a terceira guerra mundial, mas a quarta tenho certeza que será a pau e pedra”. Peço que, também por intervenção desta carta, continue analisando bem o que está em jogo; não somente a defesa de uma nação em relação a outra, mas sim o fim da vida na terra. Uma terceira guerra mundial com armas nucleares, como as bombas H (as quais aquecem e comprimem o hidrogênio da atmosfera a condições idênticas ao núcleo do sol), gerariam a extinção da vida na Terra, acabando com um futuro de planos gerados pela humanidade. E quanto ao futuro da tecnologia nuclear? Bem, esta deve ser melhor aproveitada para fins de paz; essa paz tão sonhada por um mundo todo, ao qual eu sei que o Senhor Presidente, espera um dia presenciar.
Caroline Cassoli Gonçalves, 2º B. Lopes Borges. 29/04/2011 16:51hs.