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      O segredo do tempo

 

Qual é o segredo do tempo? O tempo  é mais que algo passa de maneira uniforme medido num relógio certinho. O tempo como o conhecemos é próprio deste universo e força a nossa imaginação nos limites da liberdade e do destino. Sou livre? Os melhores trabalhos sobre o tempo são originados da relatividade de Albert Einstein e mudaram a ideia científica a respeito do tempo. O tempo guarda em seu segredo uma natureza dinâmica que ultrapassa a nossa imaginação e trata-se de pura realidade.

 

         

 

O princípio dos tempos na existência do universo

 

Partindo da teologia encontramos que aos olhos de Deus “mil anos são como o dia de ontem que passou” (Sl 90,4), pois nesta realidade temporal, “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (2Pd 3,8). Esta referência nos leva a pensar sobre o que é o tempo deste universo material em que existimos. Se existe algo mais do que isto, seria igual ao nosso tempo? O que é esse tempo de Deus? O enigma do tempo sempre foi uma abstração pesada e poucos tiveram coragem para pensar no que é o tempo. Sabemos que passa, mas como ele começou?

 

“Nem criaste o universo no universo, pois, antes de o criares, não havia espaço onde ele pudesse existir. [...] Existimos porque fomos criados; mas não existíamos antes de existir, portanto não podíamos ter criado a nós mesmos. [...] De fato, fostes tu que criastes o próprio tempo, e ele não podia decorrer antes de o criares. Mas se antes da criação do céu e da terra não havia tempo, para que perguntar o que fazias então? Não podia existir um ‘então’ onde não havia tempo [Eclo 42,21]. Mas não é no tempo que tu precedes os tempos, pois de outro modo não serias anterior a todos os tempos” (Santo Agostinho, em Confissões. Editora Paulus. 1984. Ele viveu entre 345-430 d.C.).

 

Nestas reflexões pensamos sobre o tempo de Deus que se chama eternidade e o tempo deste universo material. Mas aqui não queremos usar da credibilidade da ciência para afirmar uma crença religiosa e nem entrar em vão partidarismo religioso. O que queremos é fazer pensar como um todo, dando assim gosto ao ato de pensar e então crescer. Assim queremos ver melhor a teoria do Big Bang, cujo nome  significa Grande Explosão e começou por um apelido pejorativo de Fred Hoyle, mas foi aceito pela comunidade científica depois.

 

Em 1912 o astrônomo Vesto Sliper percebeu que a luz da galáxia de Andrômeda se descolava em seu espectro para o azul em comparação com os elementos encontrados na Terra e segundo o Efeito Doppler isso significa que ela está se aproximando. Depois, em 1927, o padre belga Georges Lemaître trabalhando com equações de Einstein e Friedmann propôs que o universo teria resultado de uma explosão de um “átomo primordial”. Mais tarde, em 1929, o astrônomo Edwin Hubble forneceu os dados experimentais comprovando a expansão do universo.

 

Expansão do espaço entre as estrelas e galáxias

 

A teoria do Big Bang é muito bem aceita pela cética comunidade científica e única porque ninguém mais conseguiu apresentar uma proposta racional que seja relevante. Atualmente entendemos que o universo possui a idade de cerca 13,7 bilhões de anos. Este modelo previu a existência da radiação cósmica de fundo e explica a razão entre hidrogênio e o hélio existentes. Quando uma teoria é uma expressão tão próxima da realidade que por meio dela se conclui a existência de algo e depois se observa este algo então há boa credibilidade. Prever e acertar é uma prova de fogo!

 

Quando se fala do Big Bang as pessoas imaginam uma coisa sozinha num espaço infinito e que depois explodiu lançando toda a matéria universo a fora. Isto é errado! Einstein explicou que o espaço e o tempo são interligados, formado o espaço-tempo que começou no Big Bang junto com a matéria. Então imagine que o espaço-tempo é um balão de festa com vários pontinhos desenhados como sendo a matéria, isto é: as estrelas e galáxias. Quando o balão se expande, ou seja, o universo, as galáxias se afastam umas das outras. Foi isso que Hubble provou observacionalmente.

 

Imagem tradicional                Imagem real 

 

Depois dessa explosão a matéria formada de hidrogênio e hélio foi sendo atraída pela força gravitacional e formando as estrelas, nas quais nos núcleos e em explosões destas estrelas o hidrogênio e o hélio foram transformados nos outros átomos. Com o passar do tempo o universo foi tomando a forma que conhecemos hoje. Nós já entendemos que tal como o tempo passa, se expandindo, também o espaço se expande e as galáxias se afastam todas umas das outras conforme observamos. Todas essas teorias são baseadas em fatos observados e testadas em laboratórios.

 

Nem todas as discussões das interpretações religiosas são construtivas, mas eu entendo e me atrevo em dizer que Deus digitou as leis da física, apertou a tecla “Enter” e, então, Big Bang! Assim vejo que a ciência explica o “como” e a religião explica o “porquê”. Mas ciência e religião não se encaixam por completo quando a ciência afirma que tudo é fruto do acaso e não um projeto consciente de Alguém. Isso porque a ciência é um trabalho racional sem ter um partidarismo com alguma crença, portanto lhe cabe a dificuldade de transcender a razão à existência de um Criador.

 

Aquela velha história de que tudo é relativo...

 

Tudo é relativo mesmo? Na relatividade Albert Einstein partiu do pressuposto de que as leis da física são sempre as mesmas, sendo independente da localização do observador. Entendemos que a realidade é sempre a mesma, mas gera efeitos diferentes dependendo do contexto do observador. Outra coisa é que as ondas sempre viajam a mesma velocidade em um dado material, independente da posição do observador ou da velocidade da fonte . Este último é o efeito Doppler, em que para manter a velocidade constante quem se flexibiliza é a frequência da onda.

 

Imagine uma rodovia cheia de carros, a velocidade de um carro em relação ao outro pode ter vário valores, mas o som das buzinas não. Se dois carros se movem de modo que a distância entre si não muda, então estão parados em relação entre si, tal como um avião sendo reabastecido em pleno voo. Mas o som das buzinas viaja sempre na mesma velocidade sem depender da velocidade do carro, diferente de um objeto lançado pelo motorista, depende, porém, só do ar e neste a sua velocidade é em torno de 340 m/s que é independente se os carros se aproximam ou se afastam.

 

No Efeito Doppler, que ocorre em uma ambulância, o som fica mais agudo

quando se aproxima e mais grave ao se afastar, mudando a frequência.

 

A novidade de Einstein foi imaginar um vagão com dois espelhos, um no chão e outro no teto com um raio de luz indo de um ao outro. Para o observador dentro do trem o raio descreve uma linha reta indo e voltando na vertical. Mas para outro observador fora do trem se vê a luz subindo e descendo junto com o movimento do trem na horizontal, formando um triângulo. Até aqui nada de mais, porém se a luz é uma onda e sempre viaja na mesma velocidade no meio e para cada observador, então ela teria não poderia ter uma velocidade maior para o observador de fora do trem que a viu fazer um trajeto maior no mesmo intervalo de tempo!

 

Se a luz por ser uma onda está sempre a mesma velocidade no meio, então como explicar

ao se vê-la mais longa? Contas da dilatação do tempo e contração do espaço.

Einstein chegou na idéia absurda de que o tempo no trem passa diferente do tempo de fora do trem proporcional a velocidade do trem. Deve ter sido difícil para ele acreditar nisso, mas era a única forma dos princípios que ele conhecia estarem certos. Mas para manter o equilíbrio o espaço teria de ser distorcido na proporção contrária. Quando ele publicou isso já havia as equações de Lorentz que mostravam o mesmo, porém com uma interpretação menos ousada. Isso recebeu credibilidade ao explicar os múons, partículas que deveriam desaparecer, mas ainda eram observadas. Leia mais...

 

Uma pessoa viajando em uma nave espacial muito rápida, próxima a velocidade da luz, observa alguns astronautas na Lua por meio de um telescópio. Preencha as lacunas da frase corretamente: "Levando em consideração os efeitos de distorção do espaço-tempo a pessoa dentro da nave verá os astronautas como em câmera _______ e os astronautas a verão como em câmera _________".

a) acelerada e acelerada

b) lenta e acelerada

c) acelerada e lenta

d) lenta e lenta

e) pausada e pausada

 

Anos depois, na relatividade geral, a gravidade gera aceleração e esta aceleração é equivalente à aceleração gerada em qualquer movimento. Veremos o movimento não apenas a velocidade constante, mas acelerado. Nessa relatividade Galileu já havia demonstrado que uma bola caindo do alto de um mastro de um navio em movimento acompanha o mastro sendo reta do ponto de vista do navio em movimento e formando uma parábola do ponto de vista de um outro observador em terra firme. Isso acontece também quando um avião lança uma bomba.

 

Um avião soltando uma bomba a vê descendo em linha reta e o chão correndo para trás,

enquanto um outro observador no chão a vê formando uma curva parabólica.

 

A outra novidade é que uma pessoa em um elevador ou em uma nave no espaço não pode notar a diferença se o elevador está em queda livre ou a nave fica a velocidade constante, o efeito é o mesmo, ou se o elevador fica a velocidade constante e a nave acelera com a mesma aceleração gravitacional sofrido pelo elevador.  Agora imagine a luz de uma lanterna dentro do elevador, quem está com a lanterna vê a luz em linha reta, mas quem está de fora veria uma curva parabólica. Se a luz só se move em linha reta, então a gravidade tem de ser o fato do espaço-tempo estar curvo.

 

A luz anda certa por linhas tortas!

 

Com tudo isso Einstein forma a idéia do espaço-tempo de quatro dimensões, sendo a altura, largura, profundidade e, agora, o tempo como a quarta dimensão. Assim a matéria distorce o espaço-tempo e esse efeito é o responsável pela gravidade. Para visualizar isso podemos mostrar as linhas de campo para demonstrar a distorção causada pela massa. Ou seria então a própria massa a tal distorção do espaço-tempo? Ele já havia explicado que massa é uma forma de energia na equação E = m.c2, mas agora ela é também a distorção do espaço-tempo que gera a atração gravitacional.

 

 

Agora sabemos que a gravidade é uma distorção do espaço-tempo gerada pela presença da matéria que quanto maior a gravidade mais de vagar passa o tempo, assim podemos dizer que quem mora no 1º andar de um prédio e dessa forma mais perto da superfície, onde a gravidade é maior, envelhece

a) mais rápido do que quem mora no alto do prédio.

b) mais de vagar do que quem mora no alto do prédio.

c) ao mesmo tempo do que quem mora no alto do prédio.

d) independentemente do andar do prédio.

e) mais de vagar que o do mais alto de forma visível.

 

A massa distorce o espaço-tempo como faz uma bola sobre um colchão

e a luz se move em linha reta mesmo o espaço sendo curvo.

 

Estudando essa teoria absurda perceberam que para que fosse verdadeira, então deveria ser possível se observar uma estrela atrás do Sol. Uma prova de fogo! O eclipse mais perto seria em 29/05/1919 e pesquisadores se dirigiram para dois lugares que se veria bem o eclipse, na África e no Brasil, em Sobral, no Ceará. Somente as fotos de Sobral ficaram boas o suficiente para comprovar o estranho fenômeno que se chama Paralaxe Estelar. A luz se move sempre em linha reta, mas ao passar em um espaço-tempo curvo este muda a sua trajetória.

 

  

Animação de paralaxe estelar        Lente gravitacional de um buraco negro

 

Por meio da teoria de Einstein de 1916 foi possível prever a existência de estrelas com massas tão grandes que entrariam em colapso quando nem a luz seria capaz de escapar de sua imensa gravidade, estes corpos foram chamados de Buracos Negros. O primeiro foi descoberto em 1971. A sua distorção no espaço-tempo é capaz de gerar um efeito chamado Lente Gravitacional, pois ao se olhar as estrelas cuja luz passou próxima fica como uma lente de uma lupa posta sobre o fundo de estrelas. Obviamente não se vê o Buraco Negro, do qual a luz não escapa.

 

As linhas de campo elétrico, magnético e gravitacional são coisas que não existem e nos permite ver algo invisível, mas conversas alucinógenas a parte, este artifício matemático demonstra o efeito no espaço-tempo de propriedades da matéria. O desenho das linhas de campo são como uma rede, e quando queremos mostrar que o Sol deforma o espaço-tempo e a luz, que só anda em linha reta, de uma estrela que está atrás do Sol pode ser vista, como usamos as linhas de campo?

a) Para dar um nó na sua cabeça e você nunca entender isso.

b) Para neutralizar toda a utilidade do trabalho de Newton.

c) Para demonstrar que a luz anda em curva no espaço reto.

d) Para demonstrar que a luz anda reta em um espaço curvo.

e) O seu uso é apenas ilustrativo e não científico.  

 

Viajando pelo espaço-tempo nos limites da imaginação

 

O mais incomodo da relatividade é a determinação de uma velocidade limite que é a da luz no vácuo, no valor de 300.000 km/s, o suficiente para dar cerca de 7,5 voltas na Terra em apenas 1 segundo. Isso porque a massa é uma propriedade da matéria que expressa a energia armazenada nessa matéria. Daí a famosa equação E = m.c2, sendo “E” de energia medida em joules, “m” de massa em kg e “c” da velocidade da luz no vácuo em 3.108m/s. Quando aumentamos a velocidade é porque aumentamos a energia cinética que vai passando para a forma de massa.

 

           

Limite de velocidade e cogumelo nuclear da relação massa e energia. Busque um livro...

Tópicos de Física Moderna. Dulcidio Braz Júnior. Editora Companhia da Escola. 2002.

 

Como exemplo temos a bomba atômica lançada em Hiroshima, no Japão, no ano de 1945. A reação usou 50kg de urânio 235, onde apenas 1kg sofreu a fissão nuclear e parte da massa dos átomos transmutou para energia eletromagnética na forma de radiação gama. Essa energia é proveniente de apenas 1g de massa! Esse é o mais gritante exemplo de como uma simples teoria pode fazer diferença entre a vida e a morte de milhares de pessoas, e aplicando a Guerra Fria isso passa simplesmente a ser extremamente relevante para toda a espécie humana.

 

 

Um problema sério que dificulta muito a viagem interestelar é que um corpo ao receber energia cinética essa energia vai passando para a forma de massa impedindo dele alcançar a velocidade da luz. Assim quando falamos de visitantes extraterrestres em disco voadores precisamos supor, com poucos argumentos científicos, que eles sejam capazes de driblar isso. Por quê?

a) As leis da física são as mesmas em todo o universo.

b) Esse problema só acontece no vácuo cósmico.

c) Bastaria que os extraterrestres anulassem a massa.

d) No método científico tudo é relativo para cada pesquisador.

e) A ciência atual já se definiu como absoluta nas experiências.

 

O fato ligado ao tempo é o limite de velocidade, pois ao se adicionar energia a velocidade nunca chega à da luz no vácuo e obviamente nós não podemos ultrapassá-la. A relatividade nos limita a viagens interestelares lentas e tediosas. Agora imagine se uma civilização que tenha se desenvolvido em outro planeta queira nos visitar. A lentidão da viagem levaria milhares de anos, tornando-a muito perigosa pela questão da manutenção. A não ser que por eles estarem mais evoluídos também já tenham encontrado um meio de driblar esse problema.

 

Madonna con Bambino e San Giovanninomostra um pastor (com o cão) contemplando

a glória de Deus presente no nascimento de Jesus em Belém. Leia mais...

 

A pesquisa por vida inteligente é realizada por cientistas e por pessoas que também se interessem pelo assunto, porém acontecem enganos vergonhosos devido a mentirosos. Ainda não temos provas científicas incontestáveis, apenas uma série de coincidências muito interessantes e relatos impressionantes, porém sempre sem provas. Por enquanto a única atitude sensata é discutir hipóteses e fazer pesquisas. Há várias evidências históricas e arqueológicas boas, mas são igualmente boas as críticas de serem apenas mais coincidências. A solução está em trabalho e paciência.

 

                   

Qualquer semelhança é mera coincidência...                 Aquele alí no quadro é o meu bisavô. Homem religioso.

 

Um astrônomo observa uma nave alienígena usando um telescópio, durante esta observação a nave começa a se mover e em poucos minutos alcança uma velocidade próxima a da luz. Suponha que o astrônomo consiga acompanhá-la no campo de visão do telescópio. Haverá um efeito de distorção na nave no sentido do movimento, qual será esse efeito relativístico?

a) A nave ficará mais comprida.

b) A nave encurtará o seu comprimento.

c) A nave fica mais larga radialmente.

d) Adquire insubstanciabilidade.

e) A nave retrocede no tempo.

 

Em 1935 Albert Einstein e seu aluno Rose perceberam a possibilidade teórica de se existir atalhos que permitam uma viagem mais rápida. Mas foi somente em 1995 que estes foram provados matematicamente pelo americano Kip Thorne, estas são as pontes Einstein-Rosen, também chamadas de Buracos de Minhoca, no inglês são Worm Hole, cuja tradução literal fica melhor como Buraco de Verme. Até agora nada de concreto foi feito, mas teorias assim podem levar muito tempo para serem comprovadas experimentalmente. Talvez funcione, o que podemos dizer é que ninguém mais deu uma explicação melhor até agora.

 

 

No filme Star Wars se usa do hiperespaço como um Buraco de Minhoca. Leia mais...

A física de Jornada nas Estrelas – Star Trek. M. L. Krauss. Makron Books. 1996.

 

A teoria da relatividade também deu a previsão teórica de viagens no tempo, e como o tempo simplesmente passa diferente com a velocidade, então viajar para o futuro mais rápido é simples e fácil. Porém o ato de retroceder no tempo não é mais algo indiscutível. A primeira abordagem de viagem no tempo na ficção científica foi em 1895 com a “A máquina do tempo” de H. G. Wells. Enquanto Einstein deu a teoria em 1905 na relatividade restrita e 1916 na relatividade geral, mais 30 anos o matemático Kurt Gödel chega a uma solução matemática explícita provando a viagem no tempo.

 

Sobre esse problema teórico Albert Einstein disse: “A solução da máquina do tempo de Kurt Gödel levanta o problema que já me incomodava na época da construção da teoria geral de relatividade, sem que eu tenha conseguido esclarecê-lo. [...] Será interessante avaliar se essas soluções não serão excluídas pela Física”. Gödel trabalhou junto com Einstein e demonstrou que em uma “curva temporal fechada” algo pode ir e voltar no espaço-tempo. Porém essa solução só é possível em um universo que não esteja em expansão, ao contrário do nosso universo.

 

Outros bons trabalhos matemáticos sérios são de Roy Patrick Kerr em 1963, Kip Thorne em 1995 e Richard Gott em 1999. Todas essas teorias são apenas em contas supondo que o universo seja de uma forma ou de outra, o que nos importa não é uma viagem no tempo propriamente dita, mas entender como realmente é o tempo e o universo no qual nós existimos. Por meio dessas simulações matemáticas entendemos melhor a nossa natureza e temos o gostinho de uma imaginativa viagem no tempo que dá um importante prazer ao trabalho...

 

                       

Meu filme favorito: “De volta para o futuro”, www.bttf.com.    Livro de RPG

GURPS Viagem no Tempo. Steve Jackson e John M. Ford. Devir Livraria. 1993.

 

Fato interessante são os exercícios mentais ao se imaginar uma viagem no tempo e nossa liberdade em mudar o passado, para assim entender a nossa ação no presente no mundo real. O mais clássico é o paradoxo do avô: se uma pessoa volta no tempo e mata o próprio avô antes de gerar o seu pai, então o seu pai nunca nasceu e por conseqüência nem ele mesmo. Mas se ele não nasceu, então quem foi que matou o avô dele? Isso obviamente é um bom argumento para mostra que a viagem ao passado é impossível, mas isso já é ficção mesmo. Então divirta-se!

 

Muitas histórias de ficção imaginaram como poderia ser a flexibilidade do tempo para aceitar alterações no passado. Nessa possibilidade o próprio viajante estaria em risco de deixar de existir ou ficar preso na época, talvez isso gerasse uma bagunça enorme facilmente ou fosse difícil alterar a história, somente com muito esforço em momentos críticos. Ou talvez, o que aconteceu, aconteceu. Qualquer mudança seria anulada por outros fatos, pois se a história foi vista assim é porque foi assim mesmo que aconteceu e tenha sido a sua própria intervenção que a gerou. Ou o absurdo do universo se duplicar em cada viagem...

 

O maior berçário de paradoxos seria sem dúvidas alguém voltar no tempo e conversar consigo mesmo. Querer saber mais à respeito disso é querer ter muito à que pensar... Porém uma idéia de não existir paradoxos é simplesmente o Efeito do Observador, definido como: “Um efeito observado não pode ser alterado”. Assim a viagem fica mais segura, porque a história conhecida não pode ser mudada, mas apenas a história conhecida. O viajante faz parte da história, e se algo ainda não aconteceu não é incoerente interagir nessa possibilidade.

 

O Efeito do Observador mostra que o ato da observação é necessário para o evento ser definitivo. Um experimento seria o lendário Gato de Schrödinger, quando se imagina o gato em uma caixa fechada, que pode morrer ou não, com 50% de chance para cada. O gato não está morto e nem vivo até alguém abrir a caixa e definir o evento, já que não é real até alguém o observar. Isso parece absurdo, mas é resultado de experimentos quânticos comprovados. Schrödinger imaginou isso com uma gatinha preta dele e até onde sabemos nunca fizeram isso com um pobre gatinho...

 
       
 
 
 

      Atividade

 

Faça um bilhete de 10 a 15 linhas para Albert Einstein como se você vivesse no tempo dele (ou atualmente para o além...), este bilhete pode ser assinado por você mesmo ou como se fosse escrito por outra pessoa de importância da época ou de outra. Não esqueça de colocar o seu nome, número e série para que eu saiba quem foi que o escreveu. Veja, a seguir, os melhores e depois deixe o seu texto no Fórum.

 

Caro Albert, fiquei entusiasmado em ver como uma abstração simples, e por isso mesmo genial, ainda pôde alterar o pensamento científico de sua época. Eu entendo a lentidão do reconhecimento dos doutores levam em entender a genialidade. Porém fico intrigado de qual seria o efeito gerado pelo campo gravitacional em movimento se eu fizer um paralelo entre o campo elétrico em movimento gerando o campo magnético. Isto poderia dar uma visão mais clara do sustento da geometria do universo e uma nova gravitação universal. Mas não deixe de lado a antiga gravitação. Algumas pessoas estão falando de matéria escura, creio na expansão como a luz gerando a energia potencial ao espaço-tempo, a partir da entropia. Como ela mostra o tempo expandindo, a expansão do espaço liga-se à expansão da energia. Assim essa energia potencial seria então o responsável pelo efeito gravitacional atribuído à matéria escura. Simplório alemão, aqui é Sir. Isaac Newton que vos escreve de um lugar muito quente do qual anseio lhe encontrar em breve. Até quando você será ateu? Durma bem e até mais.
Farlei Roberto Mazzarioli. www.farlei.net. 10/04/2009.

 

Olá Albert! Você não me conhece, mas eu estou te escrevendo para lhe contar que suas descobertas ainda mudam o mundo em que vivemos. Você ajudou as pessoas a compreenderem como funciona o tempo-espaço, deu as bases para se explicar o Big Bang, nos maravilhou com as provas no eclipse de Sobral, fez previsões teóricas sobre distantes viagens no espaço... Resumindo, melhorou muiiiito nossa visão sobre o espaço e o tempo. Uma observação, como já disse para o meu querido professor de física, seria egoísmo nosso pensar que Deus criou tudo isso apenas para que um planeta fosse habitado... Ai onde você está deve haver a resposta dessa questão de que muitos duvidam, então peço que me responda essa carta contando a resposta. Agradeço pela sua estadia aqui na terra e espero te conhecer um dia, mas também espero que esse dia demore bastante para chegar... Obrigada pela atenção.
Ana Flávia Gonçalves de Campos, 3º A. Lopes Borges. 10/10/2010 23:40hs.
 
Estimado Albert, fiquei extremamente instigado ao estudar a sua Teoria da Relatividade e ao levar em conta que na época em que o senhor descobriu essa grandiosidade não havia tanta tecnologia em relação ao que temos hoje, do qual um fato é importante ressaltar: o senhor é um gênio! Talvez o mais sábio dentre todos. Mas como citei acima, fiquei instigado, pois como é possível não haver uma velocidade maior que a da luz? Eu compreendo que essa é extremamente rápida (300.000 km/s), mas fico a pensar que assim como quando não se sabe o tamanho do universo e se diz que ele é infinito, também não cabe a nós dizer que a velocidade da luz é a maior existente pelo simples fato de não conhecermos algo que seja mais veloz do que ela. Caro ateu que talvez hoje esteja em um lugar nada agradável, mas obrigado pela atenção e tenha uma boa eternidade (se possível).
Fernando de Souza Silva, 2ªA. Lopes Borges. 10/10/2010 20:17hs.
 
Caro Einstein, primeiramente, parabéns por suas teorias que são bem fundamentadas, pois mesmo com a tecnologia da sua época você chegou a incríveis conclusões que, juntamente com o que diz na Bíblia, nos ajuda a entender melhor sobre o tempo. O senhor disse que o espaço e o tempo são interligados formado o espaço-tempo que começou no Big Bang, junto com toda a matéria. Também sabemos que viajar pelo espaço interestelar demoraria milhares de anos, junto com toda a preocupação na manutenção da nave espacial. Porém tal viagem, por enquanto, ainda só é possível em nossa imaginação. Mais uma vez obrigada pela sua grande contribuição em explicar a parte de “como” o universo começou, enquanto eu encontro na religião o “porquê” ele foi criado.
Ana Carolina Pereira Xavier, 1°A. Lopes Borges. 09/10/2010 23:19hs.

Prezado Einstein, escrevo com o único propósito de parabenizá-lo por seus méritos. Considero incríveis as suas idéias relacionadas ao espaço-tempo e a forma como as defendeu. Dizer que o tempo passa de forma diferente, dependendo do ponto de vista do observador pode parecer loucura a principio (creio que até o senhor tenha tido essa impressão), mas foi com essa loucura que você provou que a matéria distorce o espaço-tempo e que esse efeito é responsável pela gravidade. E tirando isso do fato que a luz se move sempre em linha reta, mas faz uma “curva” ao passar por um espaço-tempo curvo. Assim descobriu-se que poderia existir buracos negros, que destorcem o espaço-tempo de tal forma que nem a luz é capaz de sair deles. E isso devido à sua grande massa, que gera o efeito de uma lente gravitacional. Enfim, caro Albert Einstein, saiba que tem a minha admiração e a de todos aqueles que foram influenciados por suas pesquisas e descobertas. Meus parabéns (esteja lá onde você estiver).
Alexandre Henrique Mantovan, 1º A. Lopes Borges. 09/10/2010 18:33hs.
 
Cara Einstein, como o tempo é misterioso! O que sabemos sobre ele? Quase nada! Mais andei lendo alguns textos que meu professor de física pediu e vi que tudo se fala do tempo, tal como a ciência e a religião. Na religião, para Deus um dia é como mil anos e foi Ele quem criou o universo e este tempo daqui. Já na ciência, tudo surgiu no tempo deste universo e levou bilhões de anos até os dias de hoje. Assim vejo como o tempo é valioso e como físicos famosos fizeram muita diferença ao longo da história. Fico pensando como pessoas faziam isso naquele tempo sem computador, internet e outras tecnologias de hoje. Ainda bem que eu vivo no século XIX... Parabéns pelo seu premio Nobel. Há só mais uma coisinha, você me acha louca por estar escrevendo para você? Acho que não, não é?! E não se esqueça de me responder, ficarei aguardando. Até mais, beijos.
Lilian Moraes Correa, 1°A. Lopes Borges. 09/10/2010 18:17hs.
 
Caro Albert Einstein, venho lhe dizer o quão brilhante são suas teorias. Elas me deixam tão satisfeita que ouvir falar em Albert Einstein logo me vem à cabeça “inteligência”. Fiquei surpresa ao ver como a luz se propaga em linha reta em um espaço curvo, e quando a luz de uma lanterna no elevador em queda é vista em linha reta pela pessoa que está dentro enquanto a que está fora do elevador vê a luz em uma curva parabólica por causa da queda. Você provou que isso ocorre por causa da gravidade ser justamente o espaço-tempo estar curvo devido a presença da massa do planeta. Quando isso foi confirmado no eclipse de Sobral provou de vez o quão brilhante e genial você foi. Esta teoria foi de uma criatividade única na ciência, a qual não poderia ser tão completa hoje se não fosse pela sua sabedoria.
Nayara Patrícia Café Rodrigues de Pina. Lopes Borges. 09/10/2010 17:05hs.
 
Caros estudantes, eu estou muito agradecido pela atenção de vocês e pelo reconhecimento do esforço de uma vida inteira em nome da ciência. Espero que o estudo sobre a Teoria da Relatividade os ajude em compreender mais sobre o universo, com toda a sua beleza, e sobre vocês mesmos também, pois é assim que se descobre o segredo da genialidade, que sempre é criatividade, dedicação e saber ficar quieto diante dos elogios... Estes são prazerosos, mesmo quando trazem o pequeno inconveniente da bajulação... Continuem estudando e não se preocupem em me escrever, não quero ser ingrato ou mal educado, mas é que eu já morri e, portanto, não mais existo! Essa resposta é apenas um reflexo da fértil imaginação de vocês que, desta forma, os está alertando a procurarem um bom psiquiatra. Quero, porém, encerrar essa conversa dizendo que, ainda assim e não contrariando, foi um prazer falar com vocês.
Atenciosamente, Albert Einstein. 13/10/2010.