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      O tamanho do universo

 

Qual é o tamanho do universo? Antigamente se pensavam que tudo o que existia era a Terra, o Sol, a Lua, os planetas  e as estrelas, porque era apenas o que eles conheciam, mas com o passar do tempo fomos vendo que o universo é muito maior! Mas o quanto? Alguns dizem que é infinito e outros apenas dizem não saber. Alguns dizem, com bons argumentos, que o homem nunca pisou na Lua e nós vemos que os MythBusters detonaram mais esse mito. Até onde ideias simples nos levarão?

 

                

 

Os modelos de explicação do universo desde a antiguidade

 

Os melhores trabalhos de astronomia remontam para a Grécia, como quase tudo, e vemos que nos séculos 9 e 8 antes de Cristo se imaginava a Terra como algo plano e circular e o céu como a metade de uma casca esférica. Hoje isso parece infantil, mas dava uma explicação relevante em muitas culturas dentro de seu contexto e das poucas provas ou argumentos sólidos da época. Mas no século 4 antes de Cristo houve uma grande revolução com Platão (427-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.).

 

O pensamento comum da Terra ser plana foi usado pelos autores bíblicos na linguagem poética para expressar as verdades da criação. Pr 8,27-29; Jó 22,14; 26,7-11; Is 40,22; Am 9,6.

 

Platão apresentou o seu modelo dos céus como sendo algo perfeito. Em que cada planeta estava preso a uma casca esférica de cristal, já que não era visível, e centrada na Terra cada uma girava harmoniosamente, sendo a última casca esférica era a das estrelas. Além destas esferas seria a morada dos deuses e da vontade destes provinha o movimento destes cristais celestes. Aristóteles construiu os argumentos físicos que sustentavam o modelo de Platão, hoje sabemos que não era exatamente daquele jeito, mas com a precisão da época foi um grande avanço, e ninguém havia feito melhor.

 

Desde a Grécia antiga já se sabia que a Terra era redonda, basta pensar no eclipse lunar, quando a sombra da Terra é projetada na Lua, se fosse plana seria as vezes um retângulo, uma elipse ou um círculo. Se fosse redonda só seria um círculo e só se vê a sombra circular. E se a Terra fosse plana um barco no horizonte seria visto como um ponto pequeno e aumentando quando se aproximasse, mas nunca subindo o mastro e depois o barco no horizonte como se vê, provando que a Terra é redonda.

 

Modelo provando que a Terra era redonda por meio da observação

 

Outra coisa interessante é a previsão de eclipses futuros usando o meio do período de Saros, que significa sequência, pois desde a Babilônia os astrônomos perceberam a séculos antes de Cristo que a cada 70 eclipses, sendo 41 solares e 29 lunares, eles se repetiam a cada 18 anos, 11 meses e 8 horas. Imagine alguém dizer que o dia iria virar noite a uma certa hora e até o minuto, além de dizer o quanto isso duraria, bem para as pessoas estudadas da antiguidade isso era possível!

 

 

O grego Eratóstenes (que não é o Aristóteles) fez a proeza de medir o raio da Terra no século 4 a.C. com base num pergaminho contando da luz do Sol só chegar no fundo de um poço em Siena num único dia do ano, mediu o ângulo de 7,2º da luz nesse dia em um poste na sua cidade de Alexandria e seu escravo percorreu cerca de 800km entre as cidades contando o barulho de um sininho ligado a roda para medir a distância L. O cálculo de Eratóstenes só errou em 10% no valor atual de 6.378km.

 

Esquema do cálculo do raio do planeta Terra no século 4 antes de Cristo
Aulas em PowerPoint do professor Roberto Bosko. IAG USP. 2004.

 

Depois disso Cláudio Ptolomeu, já no século 2 da era cristã, aperfeiçoou de tão grande forma as ideias de Platão e Aristóteles que o seu modelo explicava enigmas antigos, tais como as laçadas de Marte. A muitos séculos não se explicava que quando olhavam o planeta Marte em relação às estrelas ele parava, se movia para trás e depois voltava ao seu curso dando “lacinhos” no céu. A solução de Ptolomeu era que Marte girava em torno uma esfera de cristal e esta por sua vez girava em torno da Terra, gerando assim o aparente movimento retrógrado.

 

As famosas e enigmáticas laçadas de Marte e os epiciclos de Ptolomeu

 

Este foi o modelo geocêntrico, que define a Terra no centro do universo conhecido. Sua argumentação era boa, pois se a Terra girasse em torno do Sol a distância das estrelas fixas alteraria e veríamos graves mudanças ao longo do ano. Se a Terra girasse, a velocidade de rotação da Terra seria mais de 1.500 km/h e sempre  haveriam furacões, com base na inércia definida por Aristóteles. Estas ideias eram tidas como verdadeiras e a Igreja adotava-as com base na genialidade filosófica de seus construtores e por melhor descrever a criação divina, segundo interpretação na época.

 

A ciência sempre se tratou de uma construção da imaginação humana com base na observação da natureza. Dentro dos conceitos próprios da época, na antiguidade, a ideia de que o universo era geocêntrico se destacava como superior em relação a qualquer outra teoria heliocêntrica que já existia. Porque?

a) Mantinha a arrogância dos sábios da época e sua mentalidade retrógrada.

b) Justificava o pensamento comum, as observações e tinha sólidos argumentos.

c) Era devido a falta de estudo generalizada até entre os governantes.

d) O conhecimento deles era fraco, podemos ver isso na filosofia e arquitetura.

e) O geocentrismo era consequência do misticismo da época.

 

Em 1582 o Papa Gregório XIII adotou como oficial o atual calendário gregoriano e com a reforma protestante em andamento qualquer ideia astronômica também tinha sérias consequências políticas. Nesse contexto histórico o polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), nos seus últimos dias, autorizou a publicação de sua obra defendendo o heliocentrismo, com o Sol no centro do universo. Mesmo ele ainda usando as esferas de cristal seu trabalho foi um enorme avanço porque era tão preciso quanto às laçadas de Marte em relação ao trabalho de Ptolomeu.

 

  

Nicolau Copérnico e a sua proposta de modelo planetário ainda com epiciclos.

 

Um ardoroso defensor de Copérnico foi Galileu Galilei (1564-1642) que redefiniu a inércia ao aceitar a existência do vácuo e assim desmontar todos os argumentos do modelo geocêntrico, pois a atmosfera gira junto com a Terra que fica no vácuo. Ele mostrou com as fases de Vênus que este planeta gira em torno do Sol e não da Terra, mostrou quatro luas girando em torno de Júpiter, calculou a altura de montanhas na Lua e demonstrou manchas no Sol. Isso tudo ainda não é uma prova cabal contra o heliocentrismo, mas deixou-o muito desgastado.

 

Os desenhos da superfície lunar e o seu autor Galileu Galilei.

 

Galileu foi tão espirituoso que conseguiu estimar a altura de montanhas na Lua com base das observações com seu novo telescópio. Ele via a montanha passando pela linha do pôr do sol e media o tempo até não bater mais em seu topo, como o período de rotação da Lua e seu raio já eram bem conhecidos foi possível fazer mais uma boa aproximação e ter um valor aceitável da altura da montanha. Com a matemática atual fica fácil ver, mas ninguém antes dele foi capaz de imaginar tal coisa. 

 

Método usado por Galileu para estimar a altura de montanhas na Lua

 

Porém o nosso querido Galileu viveu no tempo da inquisição e suas ideias mexiam em algumas questões religiosas em tempos de crise, ainda mais que ele as publicou em italiano e não em latim, para ter maior ação pública. Depois de vários anos de debates ele foi considerado culpado de heresia em 1632, a alegação do clero da época contra o modelo heliocêntrico era de que Deus “fez a sombra recuar dez degraus que o sol já havia descido” (2Rs 20,11; Is 38,8) no relógio de sol. Era então o Sol que se movia.

 

 

Galileu repudiou suas ideias para não ser torturado e morto, mas conta-se que ele murmurou ao sair do tribunal: “E, no entanto, se move!”, referindo-se a Terra. Ele foi sentenciado pela “Santa” Inquisição a um prisão perpétua, porém em sua própria residência que era bem confortável, e dessa forma não poderia sair de casa sem autorização. Mas antes tarde do que nunca, o Papa João Paulo II mandou reabrir o processo e a acusação de heresia foi retirada, em 1992, após 360 anos de sua morte, foi reconhecido como “físico genial” pelo Papa.

 

Atualmente Galileu é até homenageado pelo Vaticano, mas antes dele Giordano Bruno foi queimado em uma fogueira em 1600. Este foi mais um pensador criativo e radical, defendia as ideias de Copérnico e de que as estrelas eram outros Sóis com planetas e haveria vida inteligentes neles. Bruno continua sendo considerado um herege. Aponte uma boa diferença científica entre Galileu e Bruno.

a) Galileu usava dados comprováveis para as suas teorias e Bruno apenas filosofia.

b) Bruno usava dados comprováveis para as suas teorias e Galileu apenas filosofia.

c) Bruno foi um excelente diplomata e Galileu um radical exaltado.

d) Bruno podia comprovar as suas teorias com o método científico.

e) Galileu também apresentou teorias teológicas aos inquisitores. 

 

Nesta mesma época viveu o alemão Johannes Kepler (1571-1630), que com os dados do dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601) reformulou seriamente o modelo heliocêntrico com órbitas elípticas e o Sol em um dos focos. Essa ideia era tão radical que o próprio Kepler teve dificuldade em acreditar nela, mas confiando na precisão de Tycho Brahe ele foi adiante. O modelo de Kepler explicava com tamanha precisão as laçadas de Marte que enterrou de vez o geocentrismo com as suas bolas de cristal.

 

Kepler e suas órbitas elípticas, que são círculos levemente amassados e o Sol fica em um de seus dois focos ao invés de estar no centro. Ele mesmo teve dificuldade de acreditar nisso.

 

Toda essa história épica vai até a geração seguinte com Isaac Newton (1642-1727) que definiu com clareza as órbitas dos planetas e o universo conhecido até então que limitava-se ao sistema solar. Newton corrigiu a lei da inércia de Galileu e explicou a força que produz os movimentos, a tal atração gravitacional, que só foi ampliada por Albert Einstein. Uma vez que esses horizontes estavam superados havia então novos horizontes a serem conhecidos e a astronomia partia para proporções da qual ela ainda não esperava, mas a história encontra a sua continuação.

 

A visão de um universo cheio de muitas estrelas

 

Com o tempo foi ficando nítido que o nosso Sol é apenas mais uma das estrelas do universo e que estas estrelas se organizam em grandes grupos de bilhões de estrelas a que chamamos de galáxias. A nossa estrela que chamamos de Sol faz parte da galáxia chamada Via-Láctea e a lateral deste disco vemos em um rastro de muitas estrelas no céu, por isso este é o seu nome que significa “caminho de leite”. O número de estrelas na nossa galáxia, que é uma de tamanho médio, é estimado em cerca de 100 bilhões.

 

 

Estas distância são grandes e a medidos em anos-luz que é a distância que a luz viaja em um ano no vácua com a sua velocidade de 300.000 km/s ou 3.108m/s. As estrelas estão tão longe uma da outra que a luz da mais próxima do Sol demora 4,2 anos para chegar até nós, assim dizemos que ela está a 4,2 anos-luz. Muitas estrelas já não existem mais, porém estão tão longe de nós que a sua luz ainda chega aqui. Assim quando olhamos para o céu nós vemos o passado a anos ou milhões de anos atrás.

 

Uma galáxia é um grupo de bilhões de estrelas ligadas pela atração gravitacional entre elas, porém estes grupos podem se colidir entre si. Nestas colisões cósmicas as duas galáxias se fundem formando uma nova galáxia em outro formato, no processo nuvens de gases podem se misturar e gerar novas estrelas. Neste processo de morte e criação vemos um universo que se mostra como?

a) Defeituoso sob a mentalidade científica atual.

b) Inconcebível para todas as mentalidades religiosas.

c) Totalmente impróprio para a existência de vida.

d) Isto é uma fraude, tal como o homem ter ido a Lua.

e) Uma estrutura dinâmica e impressionante.

 

Mas a existência de outras galáxias só foi comprovada em 1923 pelo astrônomo Edwin Hubble (1889-1953), por isso o mais potente  telescópio atual recebeu o seu nome já que era o seu objetivo ampliar drasticamente a nossa noção do tamanho do universo. A fotografia a seguir foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble mostrando um distante ponto que parecia não ter muita coisa e vimos uma maravilhosa fartura de galáxias, cada uma com muitos bilhões de estrelas.

 

 

Atualmente falamos de existirem pelo menos 100 bilhões de galáxias no universo já conhecido por nós e esse número pode aumentar com o passar dos anos. Vários planetas já foram detectados em outros sistemas solares de estrelas próximas, mesmo que para que uma estrela tenha um planeta ela precise ser de uma segunda geração e nem todos os planetas estariam em posição e condições específicas para abrigarem a vida, mas ainda temos um número de estrelas fenomenal.

 

Pense bem e faça as contas, se 100.000.000.000 de galáxias cada uma com uma média de 100.000.000.000 de estrelas, então o universo conhecido tem no mínimo um número de 10.000.000.000.000.000.000.000 de estrelas. Se apenas uma pequena, digo pequena mesmo, porção destas estrelas tiverem planetas em condições próprias para a existência de vida, provavelmente a vida teria sido criada neles também. Como projeto científico temos o Radiotelescópio de Arecibo em Porto Rico que a muitos anos procuram sinais de rádio de alguma civilização inteligente.

 

A existência de vida inteligente em outros planetas implicará em sérias questões teológicas, pois toda a vida é projeto consciente de Deus e “Cristo morreu uma única vez pelos pecados” (1Pd 3,18), sendo aqui neste planeta! O diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, afirmou em entrevista que “pode haver outros seres, até mesmo inteligentes, criados por Deus. Esta não é incompatível com nossa fé, porque não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus”, no jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, em 14/05/2008.

 

             

Pe. José Gabriel Funes       Queridos e amados irmãos, estamos aqui para...

 

O problema de falar de vida inteligente no universo é que sem provas não se pode dizer nada. A ciência se baseia em fatos e não em suposições, por mais plausíveis que elas possam ser. Assim o debate científico sobre vida inteligente em outros planetas é relevante desde que o raciocínio seja sobre fatos astronômicos e biológicos bem comprovados e se mantenha claro que são apenas teorias. Até se provar algo são apenas suposições e nenhuma instituição pode afirmar seriamente com apenas isso.

 

O que se pode e devemos fazer é resolver os empecilhos, tais como os epiciclos do modelo geocêntrico, e deixar o assunto se resolver naturalmente sem aquela ridícula paranóia. A idéia de homenzinhos verdes de Marte e hostis foi criada por H. G. Wells  em “A Guerra dos Mundos” seguindo a sugestão do seu irmão, de alienígenas fazendo com os europeus o que eles fizeram com os povos menos evoluídos tecnologicamente. Disso tiramos uma lição de moral baseada em “quem não deve não teme”.

 

           

Na obra de Herbert George Wells os marcianos eram como polvos, com uma grande cabeça com dois grandes olhos e alguns tentáculos. Seria dessa imagem que se originou muitos relatos na ufologia de homenzinhos cinzentos de cabeça e olhos grandes?

 

Enquanto um trabalho sério de pesquisa científica é o SETI, sigla que significa Busca por Inteligência Extraterrestre. Como as ondas de rádio são a melhor forma de se comunicar eles pesquisam sinais de rádio que venham do espaço usando vários dos radiotelescópios do mundo. Como nunca encontraram algum sinal de rádio vindo de uma civilização, nós podemos deduzir que os sinais se dissipam em ruído ou o número de civilizações seja distribuído com uma baixa densidade populacional. Não haveria muita gente por perto. A única certeza é que ainda temos muito o que aprender.

 

Explorando os limites do universo. Finito ou infinito?

 

A questão do universo ser finito ou infinito pode ser refletida sobre ele ser escuro com pontinhos brilhantes, as estrelas. Se o universo for infinito com infinitas estrelas, então por mais distantes que elas estejam sempre veríamos o céu cheio de luz, tal que não haveria noite. Pense em uma floresta com muitas árvores, assim para cada lugar que você olha na horizontal estará forrado por árvores, mesmo que elas parecem menores por estar longe haverão tantas árvores que tudo será árvore.

 

Esse raciocínio foi desenvolvido em 1826 por Heinrich Olbers (1758-1840) para um universo infinito com infinitas estrelas distribuídas uniformemente. Assim, neste universo homogêneo quanto mais longe um observador mira a visão mais estrelas verá, de modo que verá um céu repleto de estrelas, ou seja, totalmente iluminado. Isto é um paradoxo porque notamos um céu escuro, já que quanto mais longe está a estrela mais fraca será a sua luz, porém na mesma proporção haverá ainda mais estrelas que compensem isto. E em que essa contradição lógica nos ajuda?

 

O próprio Olbers alegou que a poeira interestelar absorveria essa luz. Mas se ela a absorvesse logo entraria em equilíbrio térmico e nesse aquecimento começaria a emitir essa mesma energia tornando a noite igualmente clara. Alegaram que o desvio para o vermelho devido a expansão do universo deixaria essa luz na faixa do invisível, mas os cálculos mostram que o Efeito Doppler não seria tão eficiente nisto. Toda essa luz que deveria haver para o universo ser infinito ainda nos fritaria!

 

A explicação mais aceitável atualmente parte da teoria da relatividade de Albert Einstein (1879-1955), pois quando olhamos para um ponto distante este está distante no espaço e no tempo. Assim temos lugares novos ou que a luz de uma estrela ali ainda não nos tenha chegado desde o seu nascimento. Para Einstein o universo é finito, mas sem fronteiras, tal como a superfície de uma esfera, que é finita, mas pode-se andar sobre ela para todas as direções sem encontrar uma fronteira.

Numa suposição, se no universo tivesse infinitas estrelas e apenas uma pequena porção destas tivesse planetas habitados, então haveriam infinitos planetas habitados, já que uma pequena porção do infinito é infinito também. Isso também geraria como complicação teológica a existência de infinitas almas... A idéia de um universo infinito apresenta uma contradição lógica, então o que é o mais aceitável pela comunidade científica atualmente com base nisto?

a) Um universo se expandindo, infinito e sem fronteiras.

b) Um universo se expandindo, finito e com fronteiras.

c) Um universo se expandindo, finito e sem fronteiras.

d) Um universo estático, finito e sem fronteiras.

e) Um universo estático, infinito e sem fronteiras.

 

Voltamos a imagem de um balão enchendo, ou seja, uma superfície fechada espacialmente em si mesma e se expandindo no espaço e no tempo. Agora fica aquela velha pergunta: “Se eu ir em linha reta para um lado, então chegarei pelo outro?” Parece coisa de desenho animado, mas poderia ser real, já que nossas observações não indicam um universo infinito ou com fronteiras absurdas, tal como as esferas de cristal do geocentrismo. O mais aceitável é que o universo é finito e teve um começo, porém ainda temos muito o que aprender sobre o tamanho do universo.

 

Segundo a teoria do Big Bang o universo possui 13,7 bilhões de anos de idade, assim se a luz viaja a 3.108m/s, então, ignorando a expansão no processo, essa luz se moveria em um espaço plano um raio de 1,3.1026m. E só podemos concluir que nós não podemos observar nada além disto... Se o universo for maior do que este valor ainda não é possível ver porque a luz destas estrelas ainda não chegou até nós. Encontramos o raio do universo observável e não sabemos o seu tamanho real.

 

        Dados do universo

        Idade de 13,7±0,2 bilhões de anos com base bastante confiável.

        Raio estimado, a grosso modo, na ordem de 1026m.

        Massa estimada na ordem de  1054kg, contando a matéria escura.

        Composição de 75% de hidrogênio, 23% de hélio e 2% de outros.

 

A ciência é um livro em aberto e você pode participar dela ao contribuir para o avanço do nosso raciocínio. Para exemplificar isso lembremos de Sócrates que dizia: “Quanto mais sei descubro que nada sei”, ao perceber que o ato de pensar o levava para novos horizontes e não para uma resposta final a respeito de tudo por meio da razão. Pensar nos mostra a nossa ignorância, mas isto nos deixa menos ignorantes. Uma vez que louco é quem não tem noção da realidade, o cientista fica menos louco quando é considerado louco pelos ignorantes.

 

Pensar é difícil, ainda mais para quem não está acostumado. Mas não basta pensar guiado unicamente pela imaginação e isto define o método científico desenvolvido por Galileu: observação, reprodução em laboratório, elaboração de leis e comprovação experimental. Assim nós teremos um vigoroso raciocínio lógico que se apóia em observações da natureza e depois será avaliado pela própria natureza. Isto evita uma boa lábia que finge saber de tudo. Com esse método fica difícil enganar!

 

Observamos ao longo desta aula que a idéia histórica do universo sempre foi uma expressão da mente humana da nossa idéia de beleza e perfeição. Na medida que os nossos conceitos interiores evoluíram os nossos olhos foram se abrindo para novos conceitos em que a expansão e o dinamismo se mostram como elementos de perfeição e beleza. O tamanho do universo não foi totalmente esclarecido nesta aula, mas nossas mentes o foram ao adquirirem um tamanho maior.

 

 

Quer ver um exemplo? É a Terra que gira em torno da Lua ou é a Lua que gira em torno da Terra? Hoje diríamos que a Lua gira em torno da Terra, mas na verdade ambas giram em torno do centro de gravidade em comum, que devido as proporções de suas massas este centro fica logo abaixo da superfície da Terra e não no seu centro. O mesmo vale ao Sol e a Terra, nem geocentrismo e nem heliocentrismo, ambos giram em torno do centro de gravidade em comum, que devido a massa do Sol fica quase no centro do Sol. Algumas respostas só estavam mais certas do que as outras...

 

A credibilidade científica se baseia na comprovação experimental, na qual uma conclusão da teoria é verificada. Assim o cientista demonstra entender das regularidades da natureza de tal forma que as suas previsões se confirmam. Como exemplo a descoberta dos planetas Urano, Netuno e Plutão (planeta anão) foi mais um resultado das teorias científicas. Este método foi desenvolvido por quem?

a) Platão e Aristóteles ao mostrarem a perfeição dos céus.

b) Copérnico ao centralizar o universo conhecido.

c) Johannes Kepler ao desvendar as órbitas dos planetas.

d) Galileu Galilei e por isso é considerado o pai da física.

e) Isaac Newton ao conceber a gravitação universal.

 
 
 

      Atividade

 

Faça a sua pregação religiosa de 10 a 15 linhas e não esqueça de colocar o seu nome, número e série. Pode escrever dentro dos seus conceitos pessoais sem receio, entenda que eu não vou avaliar o seu trabalho segundo a sua opinião, mas conforme veja uma boa argumentação sobre o tema elaborado, podendo assim, descordar livremente de tudo que digo nesta aula se você quiser. Gostei tanto das críticas no trabalho anterior que o exemplo que deixo nesta aula é contrário a minha própria interpretação... Veja, a seguir, os melhores e depois deixe o seu texto no Fórum.

 

Venho escrever aqui a minha indignação sobre os absurdos ditos nesta aula sobre a existência vida em outras planetas além da Terra. Para quem conhece a Palavra de Deus sabe que nada de importante haverá que não esteja escrito na Bíblia (Is 34:16), assim todos os detalhes sobre o futuro da humanidade não faltarão nela. E os autores bíblicos até podiam pensar que a Terra fosse plana, mas a inspiração divina não os permitiu fazer esta exata afirmação. Simples? Igualmente, a função das estrelas é unicamente luzir nos céus, mostrar os tempos (Gn 1:14) e serem portadoras de sinais (Mt 2:2). Leia o Salmo 19. Se fosse verdade que Deus tivesse criado vida em outros planetas e eles também tivessem caído no pecado, tal como Adão e Eva, também haveria reconciliação (2Cor 5:19). Acontece que “Cristo morreu uma única vez pelos pecados” (1Pd 3:18) e isto foi aqui na Terra com efeito aos céus (Ef 1:10), e vemos que os céus serão destruídos no dia do juízo final (2Pd 3:10). Então vemos a grande incoerência nessa suposição de vida fora da Terra: se fossem pecadores Cristo teria morrido em cada planeta também (contradizendo a Bíblia) e se não fossem pecadores Deus não destruiria a morada desses “nossos irmãos”, se eles existissem. Vejam, está tudo na Bíblia! A ufologia é usada como mais um substituto da religião, caros irmãos não se deixem enganar nestes nossos tempos (Mt 24:4), pois nos foi dito que  “a vinda do ímpio será assinalada pela atividade de Satanás, com toda sorte de milagres e prodígios mentirosos, e por todas as seduções da injustiça, para aqueles que se perdem, porque não acolheram o amor da verdade, a fim de serem salvos” (2Ts 2:9.10). Vocês estão avisados! Ass.: Pastor Rochedão.
Farlei Roberto Mazzarioli. www.farlei.net. 26/07/2009.

 

O universo sempre foi o nosso ideal de beleza e perfeição, uma estrutura dinâmica e impressionante que provoca muito a curiosidade humana. O ato de pensar sobre seu tamanho nos leva para novos horizontes e não para uma resposta final, só podemos afirmar que nele existem bilhões de galáxias com bilhões de estrelas e que ele esta se expandindo com o passar do tempo. Seu tamanho é indefinido, mas acredita-se que ele seja finito, porém sem fronteiras. Agora pare para pensar um pouco... não podemos limitar a obra da criação apenas nesse pequeno planeta. Todo um universo criado com que propósito? Acredito que Deus não criaria bilhões de galáxias para escolher só uma. E dentro desta escolher um planeta para povoar com vida inteligente só o planeta terra. Tudo tem um propósito e um por quê e mesmo que esteja além de nossa capacidade de entendê-lo agora. Um dia saberemos qual realmente é a verdade...
Adriane Cristina Cardoso de Oliveira, 1ºC. Lopes Borges. 08/09/2010 14:20hs.
 
Irmãos, venho vos alertar! Se Jesus morreu uma única vez para nos salvar então ele teria morrido pelos extraterrestres também. Afirmo, se eles existissem, obviamente, seriam criaturas tão preciosas quanto os humanos, e é indiscutível que estes, assim como nós, seriam amados por Deus, nosso Senhor e criador de todas as coisas, e mereciam, ao menos, serem citados na obra mais divina e sagrada, a Bíblia. Afinal por que não há vestígios, isto é, ao menos uma ou duas palavras nos remetendo aos nossos “irmãos” na Bíblia? É simples e óbvio: PORQUE EXTRATERRESTRES NÃO EXISTEM! Então por que Deus criou todos os planetas para povoar somente a Terra? É simples, nosso Deus é tão grandioso e magnífico que criou tudo para nos mostrar o quanto somos especiais, e o quanto ele nos ama. Se tais seres existissem, com certeza já teríamos encontrado algum vestígio desses nossos “irmãos”, portanto por que ainda não encontramos? É simples e óbvio: PORQUE EXTRATERRESTRES NÃO EXISTEM! Portanto só há uma explicação para tais boatos de vida extraterrestre, irmãos, é o inimigo. Aqui vos deixo um último parecer, estas coisas são provas do apocalipse. Portanto vos convertei enquanto é tempo, ou sereis jogados ao fogo do inferno, onde haverá choro e ranger de dentes... Ass.: Pastor Antes Faria.
Fernando de Souza Silva, 2ºA. Lopes Borges. 05/09/2010 16:00hs.
 
Acredito que ainda iremos descobrir muito mais, pois estamos evoluindo a cada dia que se passa. Temos que “abrir” nossas mentes para essa evolução e aceitá-la, trocando as ideias antigas por novas e abrir nossos olhos para separarmos as verdades das mentires. Não acredite em tudo que ouvir, como teorias do fim do mundo e coisas do gênero. O que nós devemos fazer é aceitar a ciência, pois ela comprova a cada descoberta a existência de Deus, e que religião e ciência andam de mãos dadas. Não temos que ter medo de ETs ou algo parecido, e sim de nós mesmos que estamos acabando com o presente que Deus nos deu, a Terra. Como crentes em Deus é bom pararmos e pensarmos no universo e nos outros seres que o habitam. Isso mesmo, nós temos que pensar na possibilidade de não estarmos sozinhos nesse universo gigantesco, pois como já preguei antes, seria egoísmo pensarmos isso. Deus não criaria algo tão grandioso apenas para pequeninos seres humanos. Nosso planeta é apenas um minúsculo ponto em “nossa” galáxia, e “nossa” galáxia é apenas um ponto minúsculo no universo. Antigamente, acreditava-se que a Terra era o centro de tudo, porém, mais tarde, provaram que nem existe um centro.
Ana Flávia Gonçalves de Campos, 3ºA. Lopes Borges. 05/09/2010 10:27hs.
 
Com relação ao tamanho do universo, temos diversas teorias para as seguintes perguntas: O número de estrelas é finito ou não? O universo é finito ou não? Não temos uma resposta exata para essas perguntas, porém a teoria mais aceitável é de Albert Einstein, de que o universo é finito, mas sem fronteiras. Algo como a superfície de uma esfera, que é finita, mas pode-se andar sobre ela para todas as direções sem encontrar uma fronteira. Eu acredito que ele estava certo, pois segundo o que disse Heinrich Olbers, se existissem infinitas estrelas, o céu seria totalmente iluminado, o que tornaria a noite clara, e mais, toda essa luz que deveria haver para o universo ser infinito ainda nos fritaria. E sobre a existência de vida em algum outro lugar, em alguma galáxia, algum planeta; penso que não... Não só porque nunca vi, mas porque acho pouco provável que exista mesmo, também por causa das "condições" dos outros planetas, pelas suas formações, composições, e também pelas pesquisas, enfim, eu só acreditarei quando for cientificamente comprovado.
Ana Carolina Pereira Xavier, 1ºA. Lopes Borges. 04/09/2010 23:49hs.
 
Penso eu que, não existe vida em outros planetas. Pelos estudos do universo a Terra deve ser o único planeta que tenha vida. Essa história de extraterrestres não passa de invenção, alguns idiotas inventaram isso e outros mais acreditaram neles. Dizem que Deus pode ter criado vida em outros planetas, mais por que ele então não fez seres humanos? Por que ele faria extraterrestres verdes com a cabeça enorme que viriam até a Terra em discos voadores? A história de alienígenas verdes de Marte foi uma invenção de H. G. Wells em “A guerra dos mundos”. A ciência se baseia em fatos e não em suposições. Os seres humanos não podem ir aos outros planetas por causa da imensa distância que nos separam. E além do mais, um planeta é quente de mais, outro é frio de mais, outros são feito de gases; então por que existiria vida nesses planetas? Vou deixar bem claro, isso não existe. Tal coisa é uma puta de sacanagem...
Lilian Moraes Correa, 1°A. Lopes Borges. 04/09/2010 19:12hs.
 
Venho, através desse texto, expor minha indignação com aqueles que não acreditam que haja vida fora da terra. Por que não? Por que não poderia existir nada vivo fora da terra? Por acaso vocês já pararam para pensar? Nosso universo conhecido tem 100.000.000.000 de galáxias e em cada uma delas uma média de 100.000.000.000 de estrelas. Raciocinem um pouco e vocês verão que as possibilidades são assombrosas... Ou será que tudo isso foi criado para não ter finalidade alguma? E como “Cristo morreu uma única vez pelos pecados” (1 pd 3,18) aqui, então nós somos especiais. Negar a possibilidade de haver vida (inteligente ou não) em outros planetas não condiz com a fala da Igreja Católica, pois o diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, padre Jose Gabriel Funes, disse em entrevista que realmente pode haver formas de vida em outros planetas e que tal coisa não é incompatível com a nossa fé católica. Isso porque não se pode colocar limites a liberdade criadora de Deus.
Alexandre Henrique Mantovan, 1°A. Lopes Borges. 04/09/2010 18:31hs.